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Brasil Palácio do Planalto escala ministros para compor frente anti-impeachment

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Os ministros da frente anti-impeachment se reúnem com parlamentares e dirigentes de partidos de diferentes áreas e fazem apelos pela governabilidade (Foto: Ed Ferreira/AE)

A proliferação das discussões sobre o impeachment no Congresso e a saída do vice-presidente Michel Temer (PMDB) da articulação política levaram a presidenta Dilma Rousseff a escalar um time de ministros que atuam diariamente para dissuadir antigos aliados e até opositores de embarcar no movimento por seu afastamento.

Os ministros da frente anti-impeachment se reúnem com parlamentares e dirigentes de partidos de diferentes áreas, fazem apelos pela governabilidade e, muitas vezes, marcam reuniões entre a própria presidenta e líderes de legendas que se afastaram do Planalto. Na linha de frente dessa articulação estão ao menos quatro nomes. Outros dois atuam no mesmo sentido, embora com mais discrição e menos poder de fogo.

A ministra Kátia Abreu (Agricultura) ficou com a missão de contornar dificuldades por meio de contato com deputados e senadores da bancada ruralista. A operação ainda não deslanchou. Em encontro recente com o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), ouviu que a bancada estava insatisfeita e que o problema não era a interlocutora – a ministra –, mas o governo “que não faz o que promete”.

O principal articulador de Dilma atualmente é seu assessor especial, Giles Azevedo. Ele tem atuado em conversas com diversas legendas e é o responsável por agendar reuniões entre dirigentes de siglas e a própria presidenta. Foi por meio de Giles que o chefe do PSC, pastor Everaldo, foi parar no Planalto.

PMDB

O PMDB é o principal alvo desses atores, mas como as relações com o partido estão muito desgastadas, a própria presidenta assumiu as conversas com os maiores caciques do partido: o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). (Folhapress) 

 

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