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Brasil Para impedir extradição, ex-presidente da CBF solicitará prisão domiciliar nos Estados Unidos

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Para sua defesa, Marin conta com quatro advogados (Foto: Wagner Meier/AE)

Notificada de que o pedido de extradição para os Estados Unidos foi formalizado, a defesa do ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin agirá em duas frentes para evitar que o cartola seja transferido para uma prisão em Nova York. Os advogados na Suíça vão entrar com recurso na Justiça pedindo que a extradição seja barrada. Em paralelo, os dois escritórios contratados nos EUA vão negociar um acordo para que Marin pague multas e cumpra prisão domiciliar em seu apartamento em Nova York ou no Brasil.

O governo dos EUA formalizou na quarta-feira (01) o pedido de extradição do brasileiro e dos outros seis dirigentes presos na Suíça no dia 27 de maio, durante um congresso da Fifa. As prisões foram feitas a pedido do Departamento de Justiça norte-americano, que acusa os cartolas de integrarem um esquema de cobrança de propina em acordos de transmissão de torneios, como Copa América e Copa do Brasil.

O prazo que Marin e os outros seis cartolas têm para se manifestar é de 14 dias, prorrogáveis por mais 14. O dirigente também será chamado para depor. Caso a Justiça decida pela extradição, há mais duas instâncias às quais a defesa do cartola estuda apelar: a Corte Federal Criminal e, depois, a Suprema Corte. Para sua defesa, Marin conta com quatro advogados – dois baseados na Suíça e dois nos EUA. O custo com os escritórios já chega a 1,9 milhão de reais. (Folhapress)  

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