Domingo, 11 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2015
A crise entre governo federal e Congresso é grave e compromete os ajustes necessários para tirar o Brasil da recessão. Na avaliação do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a superação desse quadro desfavorável exige “grandeza para separar o ego pessoal do que é melhor para o País”.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o executivo afirmou que será necessário “consertar o avião em pleno voo, sem poder esperar pela aterrissagem”. Aos 63 anos de idade, 47 deles no Bradesco (seu primeiro e único empregador), ele chegou a ser a primeira opção da presidenta Dilma Rousseff para ministro da Fazenda, missão que recusou.
“A empresa é o meu lugar para ajudar o País”, justificou. O cargo acabou ocupado por um ex-funcionário do Bradesco, Joaquim Levy, cuja atuação Trabuco define como “patriótica”. O elogio é extensivo à equipe econômica do Planalto, que ampliou juros para reduzir a inflação e encaminhou medidas para reduzir gastos públicos.
Retomada
Trabuco estima, no entanto, que só medidas técnicas são insuficientes. “A crise política é mais forte que a econômica e abala a confiança no País.” Ele prevê recuperação a partir de junho de 2016, puxada por investimentos em infraestrutura.
Presidente de um banco tido como aliado de primeira hora do governo, Trabuco faz críticas à primeira gestão de Dilma. “Acreditamos em coisas que não deram certo, como segurar os preços administrados.” (Folhapress)