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Economia Para sair da crise, a Latam prevê a redução da operação em 30% e a demissão de cerca de 700 pilotos no Brasil

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Profissionais são demitidos e veem dificuldades para voltar a voar nos próximos anos. (Foto: Reprodução)

A Latam prevê que sairá desta crise com uma operação um terço menor e poderá demitir pelo menos 700 pilotos no Brasil. Em reunião realizada na quarta-feira (3) com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, a empresa apresentou cenários de demanda e estimou que seria preciso encolher permanentemente o quadro de pilotos em 34% para ajustar à previsão de demanda para 2022.

No caso dos comissários, seria necessário um corte de 41% para adequar à realidade de demanda estimada para 2022, o que equivaleria a 2.058 comissários a menos. Hoje são 4.965.

Hoje a companhia tem 2.043 pilotos, mas prevê que vai precisar de apenas 1.043 desses profissionais no início de 2022.

Para os próximos três meses, a previsão de demanda da companhia considera um excedente de 1.711 pilotos, ou 84% do quadro atual. Mas é muito pouco provável que os cortes cheguem a esse patamar.

Os números constam de uma apresentação gravada feita pelo Sindicato para os seus associados.

Segundo o sindicato, as empresas aéreas devem manter algum excedente devido aos custos e ao tempo que se gasta para integrar um novo piloto, que pode chegar a até 4 meses, considerando todos os exames e treinamentos obrigatórios.

Nas próximas semanas, Latam e sindicato devem discutir qual será o excedente adequado que permita à companhia alguma flexibilidade para retomar rapidamente as atividades caso a demanda volte de forma mais acentuada do que o previsto.

Segundo o presidente do SNA Ondino Dutra, a empresa estaria disposta a discutir a possibilidade de manutenção de todo o excedente, mas isso implicaria em sacrifícios por parte de todo o grupo, pois cada pilotos acabaria voando um volume muito pequeno de horas.

Dentre as propostas que o sindicato propõe é que a empresa abra programas de saída voluntária, como licença não remunerada e PDV, e que ofereça uma “garantia de retorno”, com uma proposta para recontratar, mais pra frente, os mesmos funcionários que forem dispensados agora.

Além dos cortes, segundo o presidente do SNA, a empresa também quer colocar na mesa de negociação alterações na convenção coletiva de trabalho e também um novo modelo de remuneração.

Há duas semanas, a matriz chilena entrou com pedido de recuperação judicial nos EUA, dentro do chamado Capítulo 11 da lei americana. A operação brasileira, que representa cerca de 50% de todo o grupo Latam, ficou de fora da recuperação judicial nos EUA, mas o cenário de uma recuperação judicial no Brasil não está descartado.

Entendemos que a situação é grave. Mas entendemos por outro lado que ajustes permanentes não se justificam. Temos que fazer ajustes temporários para que ninguém perca seus empregos”, diz Dutra. Procurada, a Latam diz que “segue em negociação com o sindicato” e não confirmou os números. As informações são do jornal O Globo.

 

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