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Mundo “Parem de lavar privadas no exterior e voltem para casa”, disse o presidente da Venezuela a venezuelanos

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Os dados são do Banco Central. (Foto: Divulgação)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira aos venezuelanos que deixaram o país devido à grave crise econômica para que retornem à terra natal e “parem de lavar banheiros” em outros países. “Eu digo aos venezuelanos (…) que querem voltar da escravidão econômica: parem de lavar privadas de banheiros no exterior e venham morar em sua pátria”, disse Maduro, em um ato transmitido por televisão e rádio no qual assinou contratos de petróleo.

“Cantos de sereia”

O presidente afirmou que os venezuelanos que emigraram para o Peru foram movidos por “cantos de sereia” e lá encontraram “racismo, desprezo, perseguição econômica e escravidão”. Por isso, disse ele, seu governo enviou um avião a Lima para que 97 venezuelanos voltassem a seu país na segunda-feira (27).

“Eles queriam voltar para sua terra natal para receber o abraço de seus amigos, vizinhos, companheiros, parentes e o calor humano que sabemos transmitir como venezuelanos”, afirmou Maduro. O líder venezuelano atribui o êxodo a uma “campanha da direita” e disse ter certeza de que os cidadãos retornarão, porque, garante ele, um plano de medidas econômicas que entrou em vigor há uma semana vai retirar o país da crise atual.

“Não é possível que alguns dos venezuelanos que foram lavar privadas no exterior tenham ido como escravos econômicos porque ouviram que é preciso deixar o país”, acrescentou o presidente.

A economia venezuelana, dependente do petróleo, está em queda livre desde 2014, quando os preços do produto caíram. Essa queda, combinada à má gestão econômica, provocou uma falta de divisas que derrubou as importações de alimentos e outros produtos básicos. O Fundo Monetário Internacional estimou que a inflação no país neste ano chegará a 1.000.000%, enquanto o PIB cairá 15%.

Milhares de venezuelanos vêm emigrando desde 2015

Fugindo da crise econômica e da escassez de alimentos e remédios, milhares de venezuelanos vêm emigrando desde 2015 para Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Chile, o que gerou tensões. O fluxo se intensificou na semana passada.

Cerca de 2,3 milhões de cidadãos da Venezuela — de uma população de 30,6 milhões — vivem no exterior. Destes, 1,6 milhão emigraram desde 2015, segundo a Organização das Nações Unidas.

Exército

O presidente do Brasil, Michel Temer, ordenou nesta terça-feira a mobilização do Exército para proteger a fronteira com a Venezuela e assegurou que buscará apoio internacional para enfrentar a crise venezuelana que, segundo ele, “ameaça a harmonia” da América do Sul.

Colômbia

O presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou que a Colômbia deixará a Unasul (União das Nações Sul-americanas) dentro de seis meses, devido ao seu “silêncio e cumplicidade” com a “ditadura” de Nicolás Maduro na Venezuela. Em declaração à imprensa, o presidente disse que seu governo já iniciou o trâmite formal para denunciar o tratado que assinou em 2008 e que o vincula ao organismo.

A saída da Colômbia já tinha sido antecipada pelo chanceler Carlos Holmes Trujillo em 10 de agosto, três dias depois de Duque assumir o poder. “Durante vários anos, denunciei publicamente que a Colômbia não deveria continuar fazendo parte da Unasul, porque é uma instituição que prestou, com seu silêncio e muitas vezes sua complacência, para que não se denunciassem os tratamentos brutais da ditadura da Venezuela” aos cidadãos, justificou Duque.

 

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