Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2015
Assim como aconteceu após os atentados contra o jornal Charlie Hebdo e à mercearia de produtos judaicos, as discussões sobre o massacre da sexta-feira em Paris (França) evoluíram para uma troca de acusações entre países europeus sobre as falhas das agências de serviços secretos. Nessa quinta-feira, na mesma declaração em que confirmou a morte do homem suspeito de ter planejado os ataques terroristas de 13 de novembro, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse que o seu país não recebeu nenhuma informação de que Abdelhamid Abaaoud tinha regressado da Síria e que estava na França.
O primeiro-ministro belga, Charles Michel, respondeu a as acusações em uma declaração perante o Parlamento, prometendo um pacote de 400 milhões de euros e novas leis para lidar com o extremismo islâmico, que em épocas mais pacíficas na Europa seriam recebidas com indignação por organizações de defesa da privacidade: a detenção de presumíveis jihadistas que regressem da Síria; a criminalização das pessoas definidas como “pregadores de ódio”; o encerramento de locais de culto que não estejam registrados; o fim da compra anônima de cartões de celular pré-pagos; e a autorização para que a polícia possa realizar buscas domiciliares a qualquer hora, de dia ou de noite.
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