Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2015
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu na quinta-feira a renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. Para ele, a saída do peemedebista do comando da Casa deverá amenizar a crise política no País.
“Nós precisaríamos de uma grandeza maior para no contexto haver o afastamento espontâneo. Quem sabe até a renúncia ao próprio mandato”, afirmou o ministro antes da sessão no Supremo.
Marco Aurélio acrescentou que a saída espontânea melhoraria a situação da Casa. “Melhoraria sem dúvida alguma porque teríamos a eleição de um novo presidente para a Câmara. Ele [Cunha] continuaria no desempenho do mandato, porque, de qualquer forma, ele está na cadeira por algum tempo, tendo em conta apenas o mandato”, ressaltou.
Cunha é investigado em três inquéritos no STF relacionados à Operação Lava-Jato. Em um deles, já foi denunciado por suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro, a partir de desvios na Petrobras. Na Câmara, ele poderá enfrentar um processo de cassação por omitir dos colegas a existência de contas no exterior das quais é beneficiário.
Questionado sobre se já haveria elementos para o afastamento de Cunha, Marco Aurélio disse que “é muito cedo para pensarmos em qualquer providência até porque não atuamos no Judiciário de oficio”. “Precisamos ser provocados”, finalizou.
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