Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2017
A um ano e cinco meses da eleição de 2018, partidos da base aliada do governo Michel Temer disputam o espólio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste. Nos bastidores, até integrantes do PMDB de Temer buscam composições e acertos regionais para ter Lula no palanque, mesmo sendo oposição ao PT.
O movimento acompanha a liderança do ex-presidente nas pesquisas de intenção de voto, embora ele seja réu em cinco ações penais, três das quais no âmbito da Lava-Jato.
A cúpula do PT, porém, já considera com mais atenção a possibilidade de o petista não concorrer ao Palácio do Planalto em 2018 e tenta montar um plano B.
Com 26,8% dos eleitores brasileiros, o Nordeste virou um celeiro de votos em busca de um candidato. Lá, os problemas causados pela seca foram acentuados pela redução drástica de investimento em obras no semiárido e no agreste.
Diante de tantas incertezas provocadas pelas delações da Odebrecht, os partidos também procuram “outsiders” na política – sem processos ou máculas – para lançar em disputas de todos os níveis.
“Existem hoje dois cenários. Com Lula, haverá uma candidatura que catalisa o enfrentamento. Sem ele, ocorrerá uma multiplicidade de candidatos, como na eleição de 1989”, disse o deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), aliado do senador tucano José Serra (SP).
Pesquisa Datafolha divulgada no domingo (30) mostrou que Lula ampliou sua liderança, apesar das denúncias, chegando a 30% das preferências. Mesmo assim, para 32%, o governo do petista (2003-2010) foi o que registrou maior incidência de corrupção. A rejeição a Lula também chegou a 45%.
Lula já deu indicações de que, caso seja condenado em segunda instância e impedido de entrar no páreo, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad pode ser o indicado para concorrer ao Planalto em 2018. (AE)
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