Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2023
O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Juliano Noman, afirmou que o desenho do programa de passagens a R$ 200 é estudado com a Casa Civil e vai buscar famílias com “limitação de renda” e que hoje estão fora do mercado de aviação.
Segundo o secretário, não haverá nenhum subsídio direto do governo ou interferência na precificação feita pelas companhias. “É como organizar a oferta e a demanda. Muitas vezes, o passageiro não está acostumado a voar, não conhece bem o sistema e não consegue achar essa passagem”, disse ele em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Na primeira entrevista após assumir o cargo, o secretário ainda falou de alternativas para o caso de a operadora Changi continuar operando o Galeão – o destino do aeroporto deve ser definido “no mais tardar” na primeira quinzena de maio. Ele também pediu que o Congresso discuta com mais profundidade o despacho gratuito de bagagem nos voos e estimou que, se mantido o veto à proibição da cobrança, o País poderá ter até o fim do ano “bons anúncios” de empresas low-cost. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
– O programa anunciado de passagens a R$ 200 ainda causa dúvidas. As empresas aéreas trabalham suas receitas com a ociosidade que o ministro quer ocupar… “O que está por trás da ideia? Você já tem uma parcela significativa das passagens que já são vendidas nesse patamar, a R$ 200. Muitas vezes, o passageiro não está acostumado a voar, não conhece bem o sistema e não consegue achar essa passagem. Então, respeitando todas as questões de precificação, sem dar nenhum subsídio direto, foi pensado o seguinte: será que não conseguimos aproveitar a maior ociosidade da baixa temporada para incentivar que novas pessoas entrem no avião, a achar passagens baratas? Criando um sistema que facilita a empresa aérea a identificar esse público. E aí o governo pode ajudar com todos os bancos de dados e as informações que detém. É quase que, simplesmente, organizar a oferta e a demanda. Empresas vão continuar trabalhando no mercado normalmente. Mas, considerando a ociosidade, a baixa temporada, ela pode separar tarifas num preço para um público especificado. Se você não está acostumado a voar, você nunca voou, se seu CPF está a X tempo sem voar, você consegue acessar diretamente aquela passagem que a empresa já gostaria de vender naquele preço.”
– E vocês acham que dá para colocar isso de pé quando? “Nossa expectativa é no segundo semestre. Mas, obviamente, é uma expectativa, né?”.
– Azul, Gol e Latam, de fato, já toparam? “Estamos estudando com elas. Tem desafios, obviamente. Voepass também estuda. Todas elas enxergaram um excelente potencial no programa, porque também têm interesse em novos passageiros. Estamos otimistas. Obviamente que temos conversado tudo isso com a Casa Civil, com o Palácio Planalto, para que o programa de fato esteja alinhado com os objetivos também do governo. Isso é um ponto muito relevante.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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