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Política Patrimônio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha aumenta 755% em oito anos

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Em 2014, Cunha alegou ao TSE ter R$1.649.226,10 em total de bens. Este ano, o valor passou para mais de R$ 14 milhões.

Foto: Reprodução
Em 2014, Cunha alegou ao TSE ter R$1.649.226,10 em total de bens. Este ano, o valor passou para mais de R$ 14 milhões. (Foto: Reprodução)

O patrimônio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) saltou em quase dez vezes nos últimos oito anos. Os dados foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cunha, que foi preso e teve o mandato cassado em 2016, pretende concorrer em outubro a uma vaga na Câmara.

Em 2014, Cunha alegou ao TSE ter R$1.649.226,10 em total de bens. Este ano, o valor passou para R$14.106.214,01. A diferença representa um aumento de 755%.

Nesse mesmo período, a inflação acumulada (IPCA) foi de 62%.

Mesmo com mandato cassado em 2016 e um período na prisão, Cunha conseguiu preservar seu padrão financeiro. Segundo registros de candidaturas do TSE, o ex-deputado federal apresentou patrimônio total de R$ 14.106.214,01.

Em 2014, quando se elegeu para a Câmara pelo MDB do Rio de Janeiro, Cunha havia apresentado patrimônio de R$ 1.649.226,10.

Cunha teve o mandato cassado em setembro de 2016, por quebra de decoro parlamentar, em razão de ter mentido sobre a existência de contas na Suíça. Na oportunidade, foram 450 votos a favor, dez contra e nove abstenções.

Alguns meses depois, o ex-parlamentar tornou-se alvo da Operação Lava-Jato. Cunha então foi preso naquele mesmo ano pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O político cumpriu pena inicialmente em Curitiba (PR). Em março de 2020, a Justiça permitiu que o ex-deputado ficasse em prisão domiciliar, devido à pandemia da covid.

Adiante, em maio de 2021, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, anular a ação penal contra Eduardo Cunha por lavagem de dinheiro na Lava Jato, que mirou a captação de recursos para a campanha do ex-ministro do Turismo e ex-deputado Henrique Alves (MDB) ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.

Elegibilidade

Em junho deste ano, o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), permitiu a Eduardo Cunha se candidatar para as eleições deste ano. O político teve seu mandato cassado em 2016, e por isso estava inelegível.

A decisão do magistrado é provisória e baseia-se em um pedido da defesa de Cunha, alegando “vícios no processo” que cassou o mandato do ex-parlamentar e o tornou inelegível por oito anos. Para os advogados, o ex-presidente da Câmara poderia ser prejudicado caso não pudesse concorrer às eleições neste ano. O político filiou-se ao PTB, em março de 2022.

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu da liminar concedida pelo TRF, argumentando que a decisão coloca em “xeque a segurança jurídica, a confiabilidade nas instituições, a paz social e a própria democracia”.

Eduardo Cunha ganhou notoriedade nacional em 2015 por iniciar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, o parlamentar participava da ala do MDB que tinha rompido com o governo petista.

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