Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2021
Recorde foi em maio do ano passado, com 960.308.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência BrasilOs pedidos de seguro-desemprego registraram uma queda de 21% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2020, período marcado pelo início da pandemia de coronavírus, foram registrados 3,9 milhões de pedidos ante 3,1 milhão nos últimos seis meses de 2021.
O recorde foi em maio do ano passado, com 960.308, a maior marca da série histórica. Em junho deste ano, foram 483.233, retomando o patamar anterior à pandemia. Os números são divulgados pelo Painel de Informações do Seguro-Desemprego, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.
A queda pode ser explicada por diversos fatores, que vão desde a elegibilidade para o benefício até a decisão da própria pessoa em dar entrada.
“Mas é importante observar, no entanto, que em 2021 o país vive uma recuperação econômica e gerou empregos em todos os meses até o momento, o que explica, em parte, o menor número de pedidos em relação ao ano passado, em que nos primeiros meses houve perda expressiva de emprego em decorrência do lockdown imposto pela pandemia naquele momento”, afirma a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.
Incerteza
O economista Rodolfo Tobler, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), destaca que deve ser considerado que no início da pandemia, no ano passado, houve uma incerteza muito grande, não havia muitos benefícios ainda por parte do governo federal e também não se sabia quanto tempo durariam as medidas restritivas. E os primeiros meses de 2020 foram o pior momento no sentido do mercado de trabalho.
“Teve um pico muito grande em abril. Então houve necessidade de isolamento social, ficando um período com muitas restrições, o que provocou demissões e expansão muito grande dos pedidos do seguro-desemprego, principalmente porque ainda não existia o programa que permite às empresas cortarem jornada e salário e suspender contratos de trabalho”, explica.
O avanço da vacinação e o fato de as empresas já conseguirem se adaptar à nova situação podem explicar a redução dos pedidos. “Também tem que ser considerado que já teve rodada de demissões e seria difícil ter outra da mesma magnitude”, avalia.
A expectativa, segundo ele, é de recuperação da economia e do mercado de trabalho, mas ainda existe muita incerteza. “A recuperação econômica, a redução do número de mortes por Covid-19 e a flexibilização das medidas restritivas parecem contribuir com a melhora do cenário. O avanço da vacinação e o controle da pandemia continuam sendo fundamentais para o processo de retomada”, afirma Tobler.
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Quando as pessoas saem de casa, consomem com cuidados que a pandemia exige, a economia anda e os empregos se mantém evitando a fome e a depressao que a falta de trabalho traz. Fique em casa que a economia a gente vê depois sempre foi para quem pode, e não para a maioria da população brasileira.