Sábado, 29 de Fevereiro de 2020

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Colunistas Peemedebistas dizem a Sartori que ele só não será candidato, se não quiser

(Foto: Reprodução)

Aclamado presidente regional do PMDB, o deputado federal Alceu Moreira prometeu um trabalho forte visando o comando das eleições do próximo ano onde sustenta, ao lado da maioria dos peemedebistas, que o candidato ao governo seja José Ivo Sartori. Mas, além do consenso criado em torno de Alceu Moreira, outro nome mereceu elogios: o ministro da Casa Civil da presidência da República, Eliseu Padilha.

A começar pelo governador José Ivo Sartori, que foi enfático ao reconhecer o papel de Padilha na articulação em favor do Estado: “Para nós, do Rio Grande, as grandes conquistas no relacionamento federal, foram conduzidas pela porta de entrada sempre pelo ministro Eliseu Padilha e com a contribuição dos deputados federais”. As manifestações dos peemedebistas deixaram claro que, para a disputa ao governo, o nome preferido é o do governador Sartori.

Ajuda ou atrapalha?

Embora o nome de José Ivo Sartori como candidato à reeleição seja uma reação natural do PMDB, que já vê sinais de arrefecimento da crise do Estado, a manifestação pode atrapalhar algumas negociações que ainda precisam ser feitas para a aprovação de projetos polêmicos no Legislativo. Aos aliados, o governo tem dito que, vencida a crise, todos os que estiveram juntos poderão colher os dividendos do sucesso.

Jogando para a torcida?

O tom de cordialidade que marcou a convenção apenas foi quebrado pelo discurso do deputado Edson Brum, que colocou-se contra a proposta de reforma da Previdência, criticando os argumentos do vice-líder do governo, Darcísio Perondi, que antes, defendera com dados, a urgência da aprovação dessa proposta. Brum apresentou seu nome ao partido para a disputa ao Senado em 2018, mas a proposta ainda não entusiasmou aos peemedebistas.

Rigotto: o coringa do PMDB

Muito aplaudido, o ex-governador Germano Rigotto lembrou que já disputou uma prévia dentro do partido, em 2006, para a disputa a presidência da República, quando obteve mais votos, mas acabou derrotado pelo regulamento por Anthony Garotinho Rigotto, elogia as propostas do presidente Michel Temer e afirma que o PMDB precisa apresentar candidato em 2018. Enfático, disse que “se ninguém quiser, eu aceito disputar a candidatura a presidente”. No partido, Rigotto é visto como um coringa para as próximas eleições, e poderá disputar uma cadeira ao Senado, ou à Câmara dos Deputados, para puxar votos.

Pressão para reduzir prazos de desincompatibilização

É muito forte o movimento dos ministros do governo Temer, junto ao relator da proposta de reforma política, deputado Vicente Cândido, do PT, para que promova alterações nos prazos da legislação eleitoral para desincompatibilização.

O prazo atual para ministros, secretários estaduais e municipais deixarem os cargos é de seis meses antes da disputa, ou seja, em abril. O objetivo é reduzir para três meses, permitindo que os cargos de confiança enquadrados nesta faixa possam deixar os postos apenas em julho.

Centrais sindicais de olho no caixa

De olho na contribuição sindical, as grandes centrais sindicais aceitam abrir espaço para dialogar com o presidente Michel Temer. A condição é que o governo não mexa nos repasses milionários. A contribuição sindical somou, em 2016, cerca de R$ 3,5 bilhões.

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