Sábado, 08 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2015
O IGP (Instituto-Geral de Perícias) do Estado irá utilizar uma técnica ainda inédita para tentar esclarecer a causa da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, assassinado em abril do ano passado.
Odilaine foi encontrada morta em fevereiro de 2010, com um tiro de arma de fogo. Na época, as investigações da polícia apontaram suicídio. Porém, a família acredita que ela possa ter sido assassinada pelo marido, Leandro Boldrini.
O IGP irá usar uma técnica de reprodução em 3D do crânio de Odilaine. Serão usadas imagens obtidas com a exumação do corpo da mulher, realizado no dia 11 de agosto em Santa Maria. O objetivo é apontar a trajetória da bala que matou a mãe de Bernardo.
A família de Odilaine tenta reabrir o inquérito sobre a sua morte com solicitações que se baseiam em lesões no antebraço direito e lábio inferior do cadáver, bem como vestígios de pólvora na mão esquerda de Odilaine (que era destra), entre outras alegações sobre os dados do laudo pericial. Além disso, peritos contratados pela família da mãe de Bernardo apontaram que sua suposta carta suicida teria sido escrita por outra pessoa. Saiba mais.
Caso Bernardo.
Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 abril de 2014 em Três Passos. O pai, Leandro, e a madrasta, Graciele Ugulini, comunicaram o sumiço da criança. Dez dias depois, o corpo foi encontrado em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio.
Edelvânia, amiga de Graciele, admitiu o crime. Ela contou à polícia sobre uma medicação administrada na criança e também foi responsável por apontar o local onde o corpo foi enterrado. A investigação policial apurou que o irmão dela Evandro teria ajudado na ocultação do cadáver. A perícia confirmou a presença do medicamento Midazolam (sedativo) no estômago, rins e fígado da vítima.
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