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Mundo Peru prorroga suspensão de voos do Brasil até 14 de março no combate ao coronavírus

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A medida preventiva visa evitar a entrada de passageiros que podem estar infectados com a nova variante do coronavírus

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra mais de 1,5 milhão de contágios e quase 52.000 mortes pela Covid-19. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O governo do Peru anunciou neste domingo (28) a prorrogação até 14 de março da suspensão de voos procedentes do Brasil. A medida preventiva visa evitar a entrada de passageiros que podem estar infectados com a nova variante do coronavírus.

“Resolve-se prorrogar, de 1° a 14 de março, a suspensão dos voos de passageiros procedentes do Brasil”, afirma um decreto publicado no Diário Oficial. A suspensão terminava neste domingo (28).

Segunda onda

O país andino, que enfrenta a segunda onda da pandemia, também estendeu até 14 de março “a suspensão de voos com duração maior de oito horas”, segundo o decreto. Estes voos estão suspensos desde 21 de dezembro.

O governo proibiu os voos do Brasil em 26 de janeiro para conter o aumento de casos de Covid-19. O ministério da Saúde registrou em 4 de fevereiro a presença na nova variante brasileira do coronavírus em três regiões, incluindo Lima. O país compartilha 2.800 quilômetros de fronteira com o Brasil, na Amazônia.

Como parte das medidas de segurança, os demais passageiros que chegam ao país devem apresentar o resultado negativo de um teste PCR de Covid-19. Além disso, os viajantes devem respeitar uma quarentena obrigatória de 14 dias.

Falta de oxigênio

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra 1,3 milhão de contágios de Covid-19 e mais de 46.000 mortes. Atualmente, cerca de 15 mil portadores do vírus estão hospitalizados.

Além da luta contra a pandemia, o país também enfrenta a falta de oxigênio nos hospitais, o que obriga os peruanos a fazer fila e acampar por até quatro dias para conseguir uma recarga para um parente doente. A demanda subiu 200%, segundo autoridades, sem aumento da oferta.

A carência começou há um mês e o déficit não foi coberto, apesar de doações de empresas, como a mineradora Southern, e da inauguração de algumas fábricas municipais em Lima. O governo prometeu que a situação vai melhorar com a chegada de oxigênio do Chile. Os dois primeiros caminhões entraram em território peruano na  sexta-feira (26) em direção a Arequipa (sudeste), segundo a mídia local.

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