Segunda-feira, 19 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul Pesquisa da UFRGS analisa a conciliação de contradições na agricultura urbana

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A tese aborda a agricultura urbana na contemporaneidade como um movimento complexo e multifacetado.(Rochele Zandavalli/Secom-UFRGS)

Ana Clara Aparecida Alves de Souza esteve dois anos acompanhando a Horta Coletiva da Formiga, localizada no Centro Histórico de Porto Alegre. A sua pesquisa aborda a agricultura urbana na contemporaneidade como um movimento complexo e multifacetado.

Uma horta comunitária escondida ao lado da escadaria Gen. João Manoel. Para acessar a Horta Coletiva da Formiga, você pode subir a escadaria pela Rua Fernando Machado ou descer pela Rua Duque de Caxias. Bem no coração do Centro Histórico de Porto Alegre, esse terreno íngreme está rodeado de prédios, trânsito e transeuntes que sobem ou descem a escadaria, historicamente utilizada por pessoas em situação de rua que buscam abrigo. Repaginado, o acesso à horta agora tem os degraus coloridos e, para entrar, é só parar na concha e virar à esquerda (para quem sobe). A vista é bonita, calma, arborizada, com clima ameno por conta da sombra que faz à tarde e o local está mais seguro.

No imaginário popular, quando se fala em horta, logo surge à mente um terreno plano, canteiros repletos de alfaces, cenouras, temperos verdes, algumas árvores frutíferas, sem cercas e aberta. Ao chegar à Horta da Formiga, esse ideário cai por terra. Para ter acesso ao espaço é preciso abrir um cadeado, ingressar em um corredor estreito e caminhar por calçadas. O espaço, cedido para uso em contrato de comodato realizado entre o coletivo da Horta da Formiga e a família proprietária da área, foi objeto de estudo da doutora Ana Clara Aparecida Alves de Souza em tese defendida em março de 2019 junto ao Programa de Pós-Graduação em Administração da UFRGS (PPGA).

A linha de pesquisa de Ana foi Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade. A ideia era descobrir como agentes protagonistas em uma horta urbana coletiva conciliam as contradições inerentes a esse campo social.

A tese “A conciliação de contradições inerentes à prática coletiva da agricultura urbana” aborda a agricultura urbana na contemporaneidade como um movimento complexo e multifacetado. Para a autora, cultivar uma horta em uma área urbana é muito mais que plantar e colher, é desenvolver um laboratório social. Em sua pesquisa, emergem como fatores fundamentais na defesa da agricultura urbana diversos aspectos: sustentabilidade, resiliência, resgate de laços comunitários, revitalização de espaços ociosos, público ou privados, reconexão com a natureza, cultivo de alimentos, terapias ocupacionais, dinâmicas recreativas e educacionais, tratamento de enfermidades por meio de plantas medicinais e até mesmo a descoberta de plantas alimentícias não convencionais.

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