Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2020
De acordo com dados da Secretaria da Saúde, a faixa etária com mais casos confirmados de coronavírus no Rio Grande do Sul é a de pessoas entre 30 e 39 anos. Do total de 1.208 registros de infectados no Estado até as 20h deste domingo (26), 265 estão nessa faixa de idade. Em segundo lugar, a secretaria contabiliza 242 infectados entre 40 e 49 anos. Entre 50 e 59 anos, são 213 pessoas com a doença. Entre 60 e 69 anos, são 182 registros. Entre 20 e 29 anos, são 134. Entre 70 e 79 anos, são 99 casos. De pessoas com 80 anos ou mais, há registro de 40 casos.
Em relação aos óbitos (38 em todo o Estado), o balanço da secretaria mostra que o maior número de mortes (14) está na faixa entre 70 e 79 anos. Dez das pessoas que perderam a vida no Estado tinham 80 anos ou mais. Entre 60 e 69 anos, houve sete mortes; entre 50 e 59 anos, foram quatro; entre 40 e 49, foram dois óbitos; e na faixa entre 30 e 39 anos, uma pessoa morreu de coronavírus no Estado.
Executivo contra a pandemia
O governador do RS, Eduardo Leite, participou, na tarde deste domingo (26), do 1° Congresso Online MBL, promovido pelo Movimento Brasil Livre. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, e o deputado estadual de São Paulo Arthur do Val também participaram do quarto painel do congresso, intitulado “O Executivo contra a pandemia”.
Leite lembrou que, embora as restrições de circulação tragam consequências para a população, as medidas foram necessárias uma vez que a evolução do coronavírus era, inicialmente, desconhecida. “Se não tivéssemos feito essas restrições iniciais, o custo econômico poderia ser muito maior na medida em que as pessoas começassem a observar um caos se instalando e, assim, teríamos de tomar medidas ainda mais rigorosas”, ressaltou.
O Executivo vem elaborando um modelo de distanciamento social controlado, que seja responsável com a preservação de vidas, mas sustentável do ponto de vista econômico. O modelo deve ser adotado em maio e levará em consideração características regionais e setoriais.
Os participantes do painel também discutiram a situação política atual. “Política exige energia. Colocamos o foco em um problema e buscamos solucioná-lo. Quando é preciso administrar conflitos, desperdiçamos energia que deveria estar sendo investido nas soluções das crises sanitárias e econômicas”, afirmou o governador.
Leite lembrou que o RS é um Estado comprometido com o ajuste fiscal, aprovando privatizações de empresas e reformas previdenciárias e administrativas entre 2019 e o começo de 2020. Mesmo assim, ressaltou que, perante a crise sanitária que está trazendo consequências econômicas – como a queda na arrecadação –, a intervenção do governo federal, trazendo socorro aos Estados, é indispensável. “Se não houver apoio, haverá um colapso, e quem sofrerá com a precarização dos serviços será a população”, alertou.
O 1° Congresso Online MBL também trouxe convidados para falar sobre liberdade política em tempos de pandemia, saúde no Brasil pós-pandemia, caminhos para sair da crise e o cenário nacional pós-pandemia. O painel do qual Leite participou foi mediado pelo coordenador do MBL, Rubinho Nunes. As informações são da Secretaria da Saúde do RS e do Palácio Piratini.
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