Quarta-feira, 29 de abril de 2026

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Bruno Laux Poços da Aegea em Viamão preocupam comunidade por impactos ambientais e econômicos

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Para o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT), a ação consiste em um "crime ambiental". (Foto: Paulo Roberto Silva/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Riscos múltiplos

Lideranças políticas e comunitárias de Viamão estiveram na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, para pedir a suspensão da perfuração de poços na região de Águas Claras, pela Aegea, responsável pelo abastecimento de água no município. Os participantes alertaram para riscos ambientais e econômicos das obras, como o comprometimento de aquíferos e a possível saída da AmBev da cidade – o que poderia reduzir em cerca de 50% a arrecadação local de ICMS. Para o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT), a ação consiste em um “crime ambiental”, que demanda a suspensão imediata das obras até que haja garantia de que não haverá danos à comunidade. Ao fim do encontro, o Ministério Público de Contas se comprometeu a notificar órgãos competentes sobre o assunto, e uma nova audiência pública sobre o tema foi agendada para o dia 18 de agosto, em Águas Claras.

Cadastro de pedófilos

Alinhado às manifestações contra adultização infantil e pedofilia nas redes sociais, o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos) voltou a defender o avanço do projeto de lei de sua autoria que torna público o Cadastro Estadual de Criminosos Condenados por Pedofilia. No texto, o parlamentar argumenta que a publicação constituiria um ponto de partida relevante para investigações policiais, além de facilitar o monitoramento de casos, tanto pelas autoridades quanto pelos genitores. Para Martim, a divulgação de tais informações está diretamente ligada ao interesse público e ao direito fundamental à segurança. “A proposta é objetiva e clara: quem já foi condenado por abusar de crianças ou adolescentes deve ser identificado, para que a sociedade e as autoridades possam agir de forma preventiva”, pontua o parlamentar.

Rota da Liberdade

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia gaúcha validou o projeto da deputada estadual Laura Sito (PT) que cria no RS a “Rota da Liberdade: um roteiro de Afroturismo ao longo do litoral gaúcho”. Integrando territórios quilombolas históricos e vivos, o caminho passa por seis municípios e visa desenvolver um Núcleo de Turismo Étnico Comunitário, gerido pelos próprios moradores. A iniciativa pretende fortalecer a cadeia produtiva local e diversificar o turismo no litoral e na Costa Doce, difundindo atividades turísticas antirracistas e inclusivas. Laura destaca que o Afroturismo permite, além da visita a lugares, o reconhecimento da contribuição negra e quilombola na história, na gastronomia, na dança e nas tradições.

Pavimentação estratégica

Acompanhada de prefeitos e lideranças gaúchas, a presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, apresentou nesta semana à bancada gaúcha da Câmara o projeto de ligação asfáltica da Rodovia do Mercosul, que inclui a pavimentação de trechos entre os municípios de Trindade do Sul, Liberato Salzano e Rodeio Bonito. Elaborado pelo Consórcio Intermunicipal do Médio Alto Uruguai, o projeto é considerado fundamental para o desenvolvimento local por lideranças da região, que destacam o potencial da obra para facilitar o escoamento da produção, a segurança no tráfego e o fortalecimento de rotas turísticas. Adriane avalia que a união entre municípios e lideranças é fundamental para tirar o projeto do papel. “Com essa integração e empenho coletivo, é possível transformar grandes demandas históricas em conquistas concretas para toda a população do Norte gaúcho”, destaca a líder da Fundação.

Aquisição de grãos

O governo federal publicou nesta quarta-feira uma portaria autorizando a Companhia Nacional de Abastecimento a adquirir até 110 mil toneladas de arroz de produtores do RS e de SC, por meio de Contratos de Opção de Venda, com valor até 15% acima do preço mínimo. A medida, que conta com R$ 181,1 milhões em recursos, integra a retomada dos estoques públicos e busca incentivar a produção, além de apoiar os agricultores diante da queda no preço do grão. O presidente da Conab, Edegar Pretto, destaca que a ação garante melhor remuneração ao produtor e segurança de preços ao consumidor. Também está autorizada a compra de até 20 mil toneladas via Aquisição do Governo Federal, ferramenta que permite a garantia de preço mínimo aos produtores rurais. O primeiro leilão está previsto para ocorrer até o final da próxima semana.

* Instagram: @obrunolaux

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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