Quarta-feira, 01 de Abril de 2020

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Flávio Pereira Polêmico, Bolsonaro defende quarentena seletiva apenas para idosos

Em um dos vídeos apagados, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para "quem tem mais de 65 ficar em casa". (Foto: Palácio do Planalto/Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro fez ontem um pronunciamento destinado a gerar polêmica. Seguindo a linha do presidente dos EUA Donald Trump, defendeu ontem a reabertura do comércio e das escolas e o fim do “confinamento em massa” justificando que os dados do mundo inteiro mostram que as vítimas fatais têm se concentrado no chamado grupo de risco composto por pessoas com mais de 60 anos e, em muitos casos, portadores de problemas de saúde.

Prefeitos defendem adiamento das eleições e mandatos de cinco anos

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, o gaúcho Glademir Aroldi, disse ontem que “a suspensão da eleição é inevitável”. A CNM levou em conta a projeção de picos da doença em julho e agosto no Brasil e a estabilização em setembro. Aroldi indaga “quanto custa uma eleição para o País? Esse dinheiro não deveria ser usado para o combate ao coronavírus, para tratar da saúde das pessoas?”

Mandato de cinco anos sem reeleição

A CNM defende não apenas o adiamento das eleições municipais, para dar prioridade para o combate ao coronavírus, mas também acabar com a reeleição para o Executivo. A Confederação Nacional dos Municípios, esclarece Aroldi, defende uma disputa única no país a cada cinco anos, sem reeleição. Com isso, teríamos eleição a cada cinco anos. Atualmente, prefeitos, governadores e o presidente da República podem ser eleitos para dois mandatos consecutivos de quatro anos.

Sem cortes de Água e Luz

O governador Eduardo Leite fez um movimento importante, sob o ponto de vista social: determinou que no Rio Grande do Sul, consumidores de água e luz não poderão ter o fornecimento interrompido por falta de pagamento nos próximos 90 dias.

Mais do mesmo

Tem razão o governador gaúcho ao reivindicar mais atenção pontual ao estado, além do que foi anunciado no pacote de ajuda aos governos estaduais. A suspensão do pagamento das parcelas da dívida com a União, e a manutenção dos níveis de repasse dos Fundos de participação não muda o quadro de dificuldades locais. Há compromissos com precatórios e com bancos internacionais que precisam ser resolvidos. Hoje, na conferência com secretários da saúde, podem surgir detalhes sobre repasse de recursos para o enfrentamento à epidemia.

O dilema da quarentena

O dilema sobre os resultados da quarentena nas áreas da saúde e da economia estão sendo enfrentados nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump, cobrou ontem que o Congresso norte-americano faça alguma coisa para que as pessoas voltem a trabalhar. “O Congresso precisa agir agora”, escreveu em sua conta no Twitter. A maioria da população está de quarentena em casa por causa da pandemia de coronavírus. As lojas e os comércios estão fechados em diversas cidades. De acordo com Trump, as pessoas querem voltar a trabalhar. “A cura não pode ser pior do que o problema”, disse Trump.

Travando o País?

Ontem, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta elogiou muitas ações de governadores e prefeitos, mas criticou excessos, como o fechamento indiscriminado das áreas de comércio e serviços. Para o ministro, “o travamento do país é péssimo para a própria saúde”.

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