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Polícia Polícia Civil gaúcha usará ferramenta de inteligência artificial em registros de violência contra as mulheres

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O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial

Foto: Calvin Neruam/Ascom SSP
O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial. (Foto: Calvin Neruam/Ascom SSP)

A Polícia Civil gaúcha começa a adotar a partir desta segunda-feira (11), em todas as delegacias do Estado, um serviço de digitalização e análise por IA (inteligência artificial) com base no Fonar (Formulário Nacional de Avaliação de Risco).

O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial com mais rapidez na prevenção de novas agressões às mulheres. A ferramenta foi lançada pelo DTIP (Departamento de Tecnologia da Informação Policial) no dia 30 de abril. Na semana passada, policiais civis de todo o Rio Grande do Sul passaram por treinamento.

Atualmente, o Fonar é preenchido quando a vítima registra ocorrência em uma delegacia física ou na DOL (Delegacia Online). Na Polícia Civil gaúcha, o Fonar está disponível no módulo Ocorrência do Sistema de Polícia Judiciária e na DOL. No atendimento presencial, o Fonar pode ser completado pelo policial civil diretamente no SPJ (Sistema de Polícia Judiciária) – forma já difundida – ou preenchido de forma híbrida (documento impresso e sistema).

Impresso, o formulário será respondido pela vítima à caneta. Depois, será escaneado e, caso necessário, será complementado com as respostas dos policiais diretamente no SPJ, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta atuará como recurso interpretativo das respostas no processo de digitalização.

Como resultado, todas as respostas geradas no contexto de violência doméstica e familiar no Estado serão armazenadas de forma mais adequada e estruturada. Elas irão compor ferramentas estatísticas, relatórios, mapas e outros documentos, a fim de subsidiar decisões e políticas públicas nos âmbitos estadual e nacional, de forma a ampliar as ações da Secretaria da Segurança Pública e do governo do Estado, oferecendo mais proteção às vítimas.

A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências. Compreender melhor os crimes relacionados à Lei Maria da Penha permite identificar fatores de risco, bem como apontar sua gravidade.

Para a diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da DOL, delegada Viviane Pinto, o Fonar é um avanço estratégico na proteção das mulheres no Brasil. Segundo ela, a Polícia Civil vem aprimorando suas atividades com tecnologia e, agora, concretiza a aplicação da IA ao seu principal sistema, auxiliando a prestação do serviço policial, fortalecendo a utilização de instrumentos que qualificam as políticas públicas relacionadas à proteção às mulheres.

“A ferramenta vem trazer mais proteção, prevenção e cuidado com as mulheres. A vítima responde o formulário no seu tempo e, com o novo sistema, a análise, a interpretação e a estruturação dos dados podem facilitar o atendimento, além de agilizar o encaminhamento ao Judiciário. A digitalização e a análise fortalecem ainda o compartilhamento de informações e a atuação integrada das forças de segurança”, disse.

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