Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de outubro de 2015
Um suposto esquema de venda de portarias do governo federal para favorecer empresas do setor automotivo está sob investigação da PF (Polícia Federal). Mensagens interceptadas na Operação Acrônimo indicaram que o grupo automotivo Caoa, que produz veículos da Hyundai, pagou propina a um empresário ligado ao ex-ministro e atual governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), em troca de benefícios fiscais no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que ele comandou.
O inquérito sustenta que o petista teria participado pessoalmente da negociação dos ajustes, que ocorreram na gestão de Mauro Borges, atual presidente da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e sucessor do petista na pasta.
A Caoa também é suspeita de negociar pagamento de propina para que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso aprovassem a MP (medida provisória) 471, que prorrogou incentivos fiscais de montadoras que fabricam veículos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os investigadores apuram se as negociações envolveram ainda corrupção para emplacar outras duas MPs: a 512-2010, que resolveu questões tributárias; e a MP 638-2014, que instituiu o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores. As suspeitas resultaram das operações da PF e do MPF (Ministério Público Federal), a Acrônimo e a Zelotes.
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