Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2023
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Inverídica para investigar crimes praticados na internet, em especial o uso indevido de símbolos da Polícia Federal, a falsificação de certificado de conclusão de curso emitido pela Academia Nacional de Polícia (ANP) e a atribuição de falsa identidade como policial federal.
Durante as apurações ficou constatado que os acessos à plataforma da Academia Nacional de Polícia (que ocorreram de forma regular por meio do site ANP Cidadã, disponíveis ao público em geral) e aos perfis de redes sociais nas quais os delitos foram praticados partiram de IP’s localizados em endereços em Curitiba (PR) e Itapoá (SC).
Nos municípios citados, policiais federais foram mobilizados para o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, expedidos Pela Justiça Federal de Joinville (SC), para avançar nas investigações voltadas a apurar a materialidade e a autoria dos crimes de falsificação de selo ou sinal público, falsificação de documento público e falsa identidade.
Operações Especiais da PF
A Operação Inverídica foi deflagrada pela recém-criada Divisão de Investigação e Operações Especiais dentro da estrutura da Coordenação Geral de Combate a Crimes Cibernéticos da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal.
O combate aos crimes cibernéticos é uma prioridade da Polícia Federal, em linha com as diretrizes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e que ganha a devida relevância e estrutura com a criação da Divisão.
O nome da operação retrata o fato de que as falsidades realizadas serviam também para que a pessoa que praticou os delitos pudesse se passar falsamente como policial federal.
Agente falsa em Manaus
Na última segunda-feira (8), um mandado de prisão preventiva contra uma mulher, de 19 anos, que se passava por Policial Federal em Manaus (AM).
Em setembro de 2022, a PF realizou a busca e apreensão na residência da investigada. No local da busca, foram encontrados diversos uniformes de diferentes forças de segurança pública, bordados com nomes falsos, broches oficiais, coturnos, um teste de gravidez falso e uma pistola airsoft.
Mesmo respondendo à Justiça em liberdade, a mulher em questão, continuou a prática ilícita nas redes sociais, relacionando-se e apresentando a falsa identidade reiteradamente, o que culminou com a necessidade de representação pela prisão preventiva.
A presa foi conduzida à Superintendência Regional, ocasião em que se reafirmou a observância de todos os seus direitos constitucionais. Posteriormente, foi levada ao IML e ao presídio, momento em que foi submetida a audiência de custódia e teve a sua prisão mantida.
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