Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Polícia Federal diz que ex-chefe de gabinete de Lula atuou “em conluio” com lobista

Compartilhe esta notícia:

Segundo relatório da PF, Gilberto Carvalho (foto) tinha “relações estreitas” com o lobista Mauro Marcondes. (Foto: Elza Fiúza/Abr)

Relatório da Operação Zelotes que deu base às decisões judiciais que deflagraram a terceira fase da investigação, na segunda-feira, afirma que Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro durante o primeiro governo Dilma Rousseff, esteve em “conluio” com um lobista interessado na edição de uma MP (medida provisória) que beneficiou o setor automotivo.

De acordo com a PF (Polícia Federal), Mauro Marcondes, sócio-proprietário da microempresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, e outro escritório de lobby, a SGR Consultoria Empresarial, de José Ricardo da Silva, pagaram pelo menos 6,4 milhões de reais a “colaboradores” a fim de conseguirem editar a MP no final de 2009, pela qual foram prorrogados por cinco anos benefícios fiscais concedidos em uma lei de 1999. Segundo a PF, as duas empresas mais beneficiadas pela nova medida provisória foram a MMC Automotores do Brasil e a Caoa Montadora de Veículos.

O relatório não reuniu comprovações de que Carvalho recebeu propina para a edição da medida, mas apontou um suposto “conluio” entre o ex-ministro e Marcondes “quando se trata de defesa de interesses do setor automobilístico”. Conforme a PF, a MP de interesse dos lobistas, de número 471, do ano de 2009, é datada de apenas quatro dias depois de um evento que teria ocorrido no dia 16 de novembro de 2009 com a inscrição “Café: Gilberto Carvalho”, encontrada em papel apreendido na casa de outro lobista, Alexandre Paes dos Santos, preso na segunda-feira.

“Constatamos que as relações mantidas entre a empresa do lobista Mauro Marcondes e o Gilberto Carvalho são deveras estreitas. Os documentos que seguem abaixo fortalecem a hipótese da ‘compra’ da medida provisória para beneficiamento do setor automotivo utilizando-se do ministro que ocupava a ‘antessala’ do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsável direto pela edição de medidas provisórias”, afirmou o relatório. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O expediente foi normal no Tribunal de Justiça após alagamento do prédio
Advogado que foi sócio da mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral virou motorista de Uber após ser preso na Operação Lava-Jato
Pode te interessar