Sexta-feira, 03 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Polícia Federal diz que vai pedir ao Supremo para investigar o vazamento de depoimentos sigilosos na CPI da Covid

Compartilhe esta notícia:

A Polícia Federal (PF) informou que irá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abertura de inquérito para apurar suposto vazamento de depoimentos sigilosos enviados à CPI da Covid, que fazem parte de duas investigações em curso na corporação para apurar suspeitas de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro envolvendo a vacina Covaxin e suspeitas de irregularidades na compra dessa vacina.

A informação foi dada pela PF ao STF por causa de um habeas corpus protocolado por senadores da CPI na qual eles pedem o trancamento da investigação sobre vazamento. O relator do habeas corpus, ministro Edson Fachin, pediu uma manifestação da Polícia Federal. Agora, Fachin aguarda um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre o caso.

Um dos depoimentos, do deputado Luís Miranda à PF, foi revelado pelo jornal O Globo. No ofício, a Polícia Federal afirma que os depoimentos eram sigilosos e haviam sido compartilhados com o Senado. Sem apontar diretamente a CPI da Covid como responsável pelos vazamentos, a PF afirma que as informações passaram por um local onde existem senadores com foro privilegiado e, por isso, seria necessário pedir autorização do STF para investigá-los.

A PF informou que, por isso, o inquérito ainda não chegou a ser instaurado.

“Repise-se que em nenhum momento a PF imputou qualquer conduta à CPI ou seus representantes e a investigação não foi sequer inaugurada, em razão do trâmite interno em observância à instrução normativa de polícia judiciária desta instituição e da pendência de expedição de ofício para o STF autorizar eventual instauração de inquérito”, diz a PF.

Relatório

O texto-base do relatório da CPI da Covid no Senado, elaborado pelo gabinete do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já conta com mais de mil páginas, e pode ficar ainda maior a depender do conteúdo ainda a ser obtido pela comissão.

Segundo o portal UOL, mais de 400 páginas são destinadas ao resumo da atuação dos senadores, mas a maior parte do conteúdo está nos anexos, que incluem documentos e os principais destaques dos depoimentos. Relator da comissão, o senador Renan Calheiros disse que pretende fechar o texto até a segunda quinzena de setembro.

Entre os temas abordados no relatório está o chamado “gabinete paralelo”, que consistia em um grupo de conselheiros do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a condução de tratativas relacionadas à pandemia que agia paralelamente ao Ministério da Saúde.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Deputados aprovam regime diferenciado para assassinos de policiais
Sócio da Precisa nega compromisso de dizer a verdade e silencia sobre pressão no Ministério da Saúde
Pode te interessar