Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2016
A OAS procurou o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz, para tentar influenciar a posição do pai em julgamento sobre as concessões dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais.
Mensagens de celular encontradas em dois aparelhos do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, reproduzidas em relatório da PF (Polícia Federal) mostraram a ofensiva sobre o advogado.
As mensagens referentes indicaram que reuniões chegaram a ser feitas com o filho do presidente do TCU; que houve indicativos de que o processo das concessões de aeroportos poderia “cair com Aroldo”, como afirmou um executivo; e que informações foram trocadas na véspera de um julgamento acompanhado com lupa pelos representantes da empreiteira.
No relatório sobre as mensagens de Pinheiro a 29 agentes políticos, a PF dedicou um capítulo inteiro ao advogado. “Há indicativos claros de interesse de Léo Pinheiro em conversar com Tiago Cedraz, o que pode fazer referência à capacidade profissional ou à proximidade a um ministro do TCU”, indicou o documento.
A Cedraz Advogados explicou que nunca advogou para a OAS individualmente. Mas uma boa parcela das causas do escritório está ligada à pauta do TCU. (AE)
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