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Geral Polícia Federal investiga corrupção e falsificação de documentos no Consulado de Portugal no Rio

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Crimes estariam sendo cometidos por funcionários do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) do Rio de Janeiro, em ação conjunta com autoridades portuguesas, deflagrou uma operação na manhã dessa terça-feira (7) para cumprir cinco mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em Saquarema, na Região dos Lagos. Segundo a PF, são apurados o agendamento ilícito de vagas para a prática de atos consulares, além dos crimes de corrupção, concussão, peculato e falsificação de documentos cometidos por funcionários do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro junto a requerentes de vistos e nacionalidade portuguesa.

As investigações da operação Agendródomo foram iniciadas e conduzidas pelas autoridades de Portugal. Nessa terça, cerca de 30 policiais federais e agentes de segurança portugueses, além de membros do Ministério Público de Portugal, foram mobilizados para cumprir os mandados expedidos pela Justiça Federal brasileira, a qual atendeu pedidos formulados por autoridades portuguesas.

O Núcleo de Cooperação Internacional do Rio de Janeiro (NCI/INTERPOL/PF) coordena as ações da Polícia Federal em solo brasileiro, por meio de cooperação jurídica internacional com as autoridades portuguesas.

O nome da operação (Agendródomo) faz referência às ilicitudes praticadas no agendamento das vagas destinadas à prática de atos consulares.

De acordo com fontes da TV Globo, os agentes investigam se o esquema teria sido utilizado por traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para viajar para o país europeu.

Facção em Portugal

Em outra frente, um relatório do Serviço de Informações de Segurança de Portugal aponta que cerca de mil membros de uma facção criminosa brasileira, com origem no Estado de São Paulo, residem e atuam no país europeu. O documento foi obtido pelo canal de televisão CNN Portugal e divulgado na tarde de segunda-feira.

O relatório foi apresentado pelo SIS em duas reuniões com autoridades locais. Cerca de 20 membros da facção estariam neste momento detidos em prisões portuguesas. Em geral, eles cumprem sentenças por crimes ligados ao tráfico de drogas.

Segundo CNN Portugal, a maior parte dos membros da organização criminosa brasileira concentram-se na margem sul do rio Tejo, importante no tráfico de drogas, sobretudo na rota da cocaína que chega ao continente europeu.

Em Portugal, a organização criminosa brasileira atua no controle do desembarque e distribuição da droga, que seguem para outros países europeus por vias terrestres. Os portos de Sines e Lisboa estariam entre as principais portas de entrada da cocaína em Portugal, diz ainda o documento obtido pelo canal de televisão. As informações são do jornal O Globo.

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