Terça-feira, 18 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2021
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta segunda-feira (24) a Operação Araponga, com a finalidade de desarticular associação criminosa voltada à prática de falsificação de documentos públicos com o objetivo de obter portes de arma de fogo, em Pernambuco.
Ao todo, 40 policiais federais deram cumprimento a oito Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela 36ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, nas cidades de Recife (PE) e Escada (PE). Dois veículos, além de celulares e documentos, foram apreendidos pela PF.
Segundo a PF, as investigações indicaram que, nos anos de 2019 a 2020, integrantes de uma associação criminosa falsificaram e venderam documentos de identidade funcional da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), com o propósito de habilitar seus usuários a portar armas de fogo.
A corporação não divulgou informações sobre a quantidade de documentos que foram falsificados e de pessoas que obtiveram acesso a armas por meio das ações da quadrilha.
Ainda de acordo com a PF, os envolvidos vão responder pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documentos público, uso de documento falso, falsa identidade, posse e porte ilegal de arma de fogo, a depender do grau de participação nos fatos apurados.
Nota da Abin
Por meio de nota, a Abin informou “ter tomado ciência e denunciado o indício de ação criminosa à autoridade competente em fevereiro de 2019”.
Leia abaixo a íntegra do comunicado da agência:
“Com relação à divulgação de notícias sobre diligências cumpridas pela Polícia Federal nesta segunda feira – 24 de maio – que resultaram na desarticulação de quadrilha que falsificava documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Abin informa ter tomado ciência e denunciado o indício de ação criminosa a autoridade competente em fevereiro de 2019.
“Informa ainda que os documentos utilizados pelos falsários não condizem com a identidade funcional adotada pelo órgão e que a concessão de porte de arma de fogo a servidores da Agência segue estritamente a legislação vigente.
“A Abin exalta a desarticulação da organização criminosa e garante que continuará reportando à autoridade policial competente todo e qualquer caso de uso criminoso ou indevido de seu nome e de sua identidade visual.” As informações são da PF e da Abin.
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