Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Polícia Polícia Federal investiga fraudes na terceirização de serviços de saúde em municípios gaúchos

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Grupo investigado recebeu mais de R$ 6,7 milhões em contratos suspeitos

Foto: PF/Divulgação
Grupo investigado recebeu mais de R$ 6,7 milhões em contratos suspeitos. (Foto: PF/Divulgação)

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (1º), a Operação Paciente Zero, que investiga fraudes em licitações, desvios de recursos públicos e corrupção, a partir da terceirização da saúde, nos municípios gaúchos de São José do Herval, Trindade do Sul, Saldanha Marinho e Jaguari.

Setenta e cinco policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão. A investigação começou a partir de informações recebidas do Hospital Filantrópico de São José do Herval, relatando que a gestão anterior havia contratado, em 2014, uma empresa de consultoria que seria destinatária de 35% de todas as verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) repassadas ao hospital.

Posteriormente, o grupo proprietário da empresa de consultoria criou uma organização social, que também foi contratada pelo mesmo hospital filantrópico para gerir o estabelecimento, mantendo ambos os contratos e causando sérios prejuízos financeiros à entidade.

No decorrer da apuração, a PF identificou que o município de Trindade do Sul contratou sem licitação o Hospital Filantrópico de São José do Herval – que era administrado pelo grupo investigado – para gerir o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Os valores do contrato, porém, eram repassados em sua grande parte (70%) à organização social criada pelo grupo, que não era parte da relação contratual. Conforme a PF, o Hospital Filantrópico de São José do Herval foi utilizado como entidade “laranja” para contratação indireta do grupo investigado com dispensa de licitação.

A mesma sistemática criminosa foi utilizada no município de Saldanha Marinho, que também contratou o hospital de São José do Herval para administrar a instituição de saúde da cidade. Também nesse contrato, 70% do valor era repassado à organização social, que não era parte da relação contratual.

O município de Jaguari também dispensou licitação para contratação direta da organização social administrada pelo grupo investigado, com sede em Saldanha Marinho, para administrar seu Hospital de Caridade, permitindo que o grupo expandisse sua atuação para outras regiões do Estado.

Nos últimos quatro anos, o grupo investigado recebeu mais de R$ 6,7 milhões em razão dos contratos suspeitos. Parte desses valores era direcionada para empresa de consultoria de propriedade do principal investigado.

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