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Política Polícia Federal pede prisão preventiva de influenciador que ameaçou ministros do Supremo e políticos

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Fachada do Departamento de Polícia Federal - Superintendência Regional São Paulo, na Lapa.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada do Departamento de Polícia Federal - Superintendência Regional São Paulo, na Lapa. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decretação de prisão preventiva de Ivan Rejane Pinto, preso na semana passada por divulgar informações falsas nas redes sociais contra ministros da Corte e políticos.

Neste sábado (30) acabou o prazo da prisão temporária, que valia por cinco dias. A prisão preventiva não tem prazo determinado. O pedido da PF será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a PF, o material apreendido contém elementos informativos que demonstram a prática de crimes.

“A análise do aplicativo de mensagens WhatsApp instalado no aparelho celular apreendido identificou várias trocas de mensagens relacionadas ao objeto da presente investigação”, disse a polícia no documento enviado à Corte.

Para a PF, “a adesão de seguidores ao objetivo de atingir mediante violência a integridade física de ministros do STF ficou também demonstrada em mensagens no aplicativo de WhatsApp”.

“A reiteração da prática criminosa, reproduzindo o mesmo modo de agir, com a mesma agressividade e ímpeto, são coerentes com o que foi obtido durante o estudo do material obtido na busca e apreensão. Alem disso, há a existência de mensagens que reforçam a atuação de Ivan Rejane no intuito de angariar seguidores que se associam aos seus ideais criminosos para tentar, de forma concreta, mediante violência ou grave ameaça abolir o Estado Democrático de Direito”, afirmou a PF.

Ivan Rejane Pinto foi preso pela PF na sexta-feira (22), em Belo Horizonte, por decisão de Alexandre de Moraes, acusado de veicular informações falsas sobre a atuação da Corte.

Nas postagens em redes sociais que embasaram a prisão, o acusado fez diversos ataques a Luiz Inácio Lula da Silva, Gleisi Hoffmann e Marcelo Freixo, além de criticar ministros do STF indicados pelo PT. Procurada, a defesa ainda não se manifestou.

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