Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de outubro de 2024
A operação apura o uso irregular da Abin para favorecer filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilEm nova fase da Operação Última Milha, a Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (10), um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Segundo fontes da PF, o mandado de prisão é contra o assessor parlamentar Daniel Ribeiro Lemos. Atualmente, ele trabalha no gabinete do deputado federal Pedro Jr. (PL-TO). Os dois mandados de buscas são em dois endereços do assessor.
De acordo com investigadores, o assessor atuou como “ponte” entre os “vetores de propagação de desinformação” e o “núcleo-estrutura paralela”, sendo a principal célula atuante na Presidência da República. O inquérito aponta que ele atuava como “influenciador digital” e estava lotado no Palácio do Planalto na época da “Abin paralela”.
Daniel Ribeiro já havia sido alvo de busca e apreensão em outra fase da operação Última Milha. Na ocasião, ele teve equipamentos apreendidos e cumpria medidas cautelas, como retenção do passaporte e proibição de conversar com outros investigados.
A operação apura o uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para favorecer filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, monitorar ilegalmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos opositores.
De acordo com a PF, um dos suspeitos recebia conteúdos de desinformação produzidos pela organização criminosa e os espalhava entre parlamentares, ambiente no qual transitava. O material também era enviado a agentes estrangeiros, induzindo-os ao erro. Mesmo após a desarticulação do grupo, ele continuou difundindo notícias falsas por meio de redes sociais.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.
Em nota, divulgada na tarde desta quinta, o deputado Pedro Jr. afirmou que determinou a exoneração de Daniel Ribeiro e que viu o caso com “grande preocupação e seriedade”. O parlamentar reafirmou seu “compromisso com a ética e a legalidade” em suas ações e nas daqueles que “colaboram” com o seu mandato.
“Acredito na importância de um processo justo e transparente, onde todos têm o direito de defesa e o dever de cumprir a lei. Reitero que não compactuo com qualquer tipo de irregularidade, desvio de conduta, nem com a propagação de fake news ou desinformação”, disse na nota.
Na semana passada, o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz prestou depoimento de 45 minutos em Brasília. O general foi chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro e prestou depoimento como testemunha. Os investigadores questionaram o ex-ministro a respeito da suposta estrutura montada no Palácio do Planalto para monitorar adversários políticos do então governo e disseminar desinformação.
A PF também quis saber se o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que é investigado no inquérito, comandava a chamada “Abin paralela”. O filho do ex-presidente nega. As informações são da CNN Brasil.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
🔷️ Grande Dia 👏 👊
___Mais um integrante da organização criminosa de Bolson@ro e do PL é preso. A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), Daniel Ribeiro Lemos, um dos principais alvos da investigação que investiga monitoramentos ilegais realizados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolson@ro (PL). Lemos atua na propagação de desinformação, fazendo a interface entre os vetores de fake news e uma estrutura paralela que operava diretamente na Presidência da República. Lemos “trabalha” na Câmara dos Deputados, é assessor do deputado federal Pedro Junior (PL-TO).
PF abriu o furúnculo, agora vem a podridão a tona