Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2017
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Perfídia para investigar uma organização criminosa especializada em lavagem internacional de dinheiro, blindagem patrimonial e evasão de divisas. A quadrilha tem ramificações em pelo menos cinco países.
Os agentes cumprem 103 mandados judiciais no Distrito Federal e em 11 Estados: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
Dois mandados foram de prisão temporária. As duas pessoas foram presas em Brasília: Claudia Chater, prima de Habib Chater, dono de posto de gasolina e um dos primeiros presos na Operação Lava-Jato; e Edvaldo Pinto, uma espécie de funcionário de Cláudia. Outros 46 mandados são de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor) e 55 são de busca e apreensão.
Segundo a PF, a investigação começou a partir de uma prisão em flagrante ocorrida na imigração do aeroporto de Brasília em agosto de 2016. O núcleo duro da organização criminosa, segundo a polícia, são empresários como donos de postos de combustíveis, agências de turismo e casas lotéricas. De acordo com as investigações, eles realizavam operações de câmbio não autorizadas, dissimulavam compra e venda de imóveis de alto valor e remetiam o dinheiro ilegalmente para o exterior.
A PF apura ainda o uso de “laranjas” por parte dos integrantes da quadrilha e também a falsificação de documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do País. A polícia informou que em apenas uma das operações fraudulentas de compra e venda de imóvel, o grupo criminoso obteve o valor de 65 milhões de reais. (AG)
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