Domingo, 02 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de abril de 2016
A Polícia Civil paulista investiga o abandono de uma recém-nascida na Igreja Matriz da cidade de Santa Branca, no interior de São Paulo. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança próximas ao local onde a menina foi deixada e pistas sobre a mãe do bebê. De acordo com o delegado Luiz Paulo Leite, responsável pelo caso, moradores serão ouvidos em busca de informações sobre a identidade e o paradeiro da mãe da criança, mas polícia prevê colher mais dados através de denúncias.
Câmeras de segurança podem revelar a mãe do bebê.
“O esclarecimento do abandono é questão de tempo. Estamos trabalhando para identificar a origem dessa criança. Uma das imagens que vamos checar é das câmeras de segurança da Câmara [vizinha à igreja]”, informou o delegado. Ele fez um apelo para que as denúncias sejam feitas logo. A informação pode ser dada de maneira anônima.
Se a mãe da criança for localizada, ela vai responder por abandono de incapaz, que prevê pena de 3 meses a 6 anos de reclusão. O padre da Paróquia Santa Branca, Raimundo Nonato, disse que o bebê foi encontrado pelo diácono Paulo Pereira, quando ele fechava a igreja. Segundo Nonato, a criança, que ainda tinha cordão umbilical, aparentava sinais de ter nascido poucas horas antes de ser encontrada.
“Ela foi deixada em cima da credência [mesa de auxílio às atividades no altar] e ainda estava com o cordão umbilical, o cabelo ainda estava grudado por secreções, o que leva a crer que a mãe tinha entrado em trabalho de parto pouco tempo antes”, contou.
Bebê forte e saudável.
O padre disse ainda que é provável que a igreja estivesse vazia no momento em que a recém-nascida foi abandonada. O bebê recém-nascido foi levado para a Santa Casa onde passou por exames. A criança tem 3,430 quilos e 52 centímetros. Após receber o primeiro atendimento, foi encaminhada para o Hospital São Francisco em Jacareí (SP). O bebê continua no hospital e a alta depende do resultado de exames. O delegado informou que a criança apresenta bom estado de saúde. O bebê será encaminhado para o Conselho Tutelar. Lá ficará à disposição da Justiça, que deve enviar a criança a um casal de hospedeiros até o fim do processo. (AG)
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