Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2026
Finalizado há dez anos, em 31 de agosto de 2016, o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) contou com votos favoráveis de deputados ou senadores que hoje compõem chapas majoritárias apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos Estados.
O episódio foi traumático para o partido, que também enfrentava naquele momento as investigações da Operação Lava-Jato, mas as mudanças radicais na política brasileira desde então fizeram esses personagens estarem hoje ao lado do petista na tentativa de chegar a governos estaduais ou ao Senado.
Entre os parlamentares pró-impeachment que hoje estão com o PT, há nomes de projeção nacional como Simone Tebet, que era senadora pelo MDB de Mato Grosso do Sul. Nestes dez anos, ela concorreu à Presidência em 2022 ainda como emedebista, apoiou Lula no segundo turno e virou ministra do Planejamento neste mandato do presidente. Agora, disputa o Senado por São Paulo e filiada ao PSB.
Na votação do processo, Tebet mencionou as “consequências nefastas” da política fiscal de Dilma. Colocou-se contra “todo o mal que ela causou e está causando à população brasileira” e declarou o voto favorável à cassação.
Ainda no Senado, outro caso emblemático é o de Renan Calheiros (MDB), que presidia a Casa. Aliado histórico do PT, ele não foi da ala emedebista que costurou o impeachment, mas deu voto a favor. Hoje, tenta a recondução ao Senado em Alagoas na chapa lulista.
Deputado federal pelo PSD do Rio, o agora candidato ao Senado Pedro Paulo era do MDB, mesmo partido do então vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, principal artífice do impeachment, embora fossem de alas diferentes. Dez anos depois, não hesita em dizer que o voto favorável à cassação na Câmara foi um erro. (Com informações do jornal O Globo)
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