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Mundo Popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta após as festas de fim de ano

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Apesar de os dados continuarem sendo historicamente baixos para esse ponto do seu mandato, é o pico mais elevado desde junho de 2017. (Foto: Reuters)

A popularidade do presidente americano aumentou levemente após as festas de fim de ano, o que levou os pesquisadores a questionarem se Donald Trump – um assíduo do Twitter – é mais apreciado quando não está nos noticiários. O nível passou de 36%, antes do Natal, a 40% depois do Ano-Novo, segundo a empresa Gallup.

Durante esse tempo, Trump permaneceu em sua mansão na Flórida, onde foi visto jogando golfe, sem protagonizar grandes manchetes. Apesar de os dados continuarem sendo historicamente baixos nesse ponto de seu mandato, é o pico mais elevado desde junho de 2017.

Isso alimenta a hipótese lançada por vários jornalistas: apesar de sua ânsia por ser o centro das atenções, talvez Trump devesse optar por uma estratégia mais discreta. “É difícil comprovar”, admite Kyle Kondik, analista político da Universidade de Virgínia. “Sua popularidade melhora um pouco quando ele não domina a atualidade”, destacou.

Mas a especialista em pesquisas do HuffPost, Ariel Edwards-Levy, assinalou que, quando o país se viu afetado por uma série de furacões entre agosto e setembro do ano passado, dominando o noticiário mundial, sua popularidade era boa.

A porta-voz de Trump na Casa Branca, Sarah Sanders, rejeitou a teoria associada ao silêncio. A seu ver, a elevação tem a ver com a reforma fiscal adotada antes do Natal, a primeira grande vitória do presidente no Congresso.

Fraudes

Trump dissolveu na quarta-feira (03) a comissão criada por ele para investigar suposta fraude na eleição de 2016. “Apesar de evidências substanciais de fraude eleitoral, muitos estados se recusaram a prover à Comissão Consultiva Presidencial sobre Integridade Eleitoral informações básicas relevantes para seu inquérito”, disse a Casa Branca, em comunicado.

“Em vez de me engajar em batalhas legais intermináveis à custa do contribuinte, hoje assinei uma ordem executiva para dissolver a comissão e pedi ao Departamento de Segurança Interna para analisar essas questões e determinar os próximos passos de ação”.

Trump criou em maio a comissão sobre a “integridade” do sistema eleitoral, que investigaria, entre outras coisas, suas denúncias sem provas sobre suposta fraude cometida nas eleições de novembro de 2016.

Denúncias

A comissão apresentaria seu relatório com conclusões em 2018. Após vencer as eleições presidenciais de novembro sobre sua rival democrata, Hillary Clinton, Trump denunciou em várias ocasiões que houve fraude eleitoral.

Trump venceu Hillary no sistema de colégio eleitoral por 304 votos contra 227, mas a democrata conseguiu cerca de três milhões de votos a mais que o agora presidente. O presidente chegou a dizer em janeiro que, nas eleições de novembro, votaram até cinco milhões de imigrantes sem documentos, razão pela qual, em sua opinião, a ex-secretária de Estado ganhou no voto popular.

Mas nem Trump nem a Casa Branca apresentaram nenhuma evidência para respaldar essas afirmações nem as denúncias de uma suposta fraude eleitoral, que especialistas consideram completamente infundadas.

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