Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Flavio Pereira | 24 de junho de 2023
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Utilizada muitas vezes como moeda de troca política por alguns governos, a hidrelétrica de Itaipu, que completou 50 anos em abril, representa na verdade um projeto desafiador, que começou a ser pensado ainda na década de 1960, quando foram assinados os primeiros acordos de cooperação entre Brasil e Paraguai. O colunista visitou o gigantesco projeto da Itaipu Binacional na última terça-feira (20) e conheceu detalhes que muitos brasileiros desconhecem sobre este gigantesco projeto, iniciado e concluído nos governos militares.
O primeiro passo para a construção de Itaipu foi a superação de obstáculos diplomáticos, que culminaram em 22 de julho de 1966,na assinatura pelos ministros das Relações Exteriores do Brasil, Juracy Magalhães, e do Paraguai, Sapena Pastor, da “Ata do Iguaçu”, uma declaração conjunta de interesse mútuo para estudar o aproveitamento dos recursos hídricos dos dois países, no trecho do Rio Paraná “desde e inclusive o Salto de Sete Quedas até a foz do Rio Iguaçu”. O local escolhido para a construção foi um ponto do rio conhecido como Itaipu, que em tupi quer dizer “a pedra que canta”. As dimensões do projeto também foram traçadas desde o início: a área da hidrelétrica vai de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no sul do Paraguai, até Guaíra e Salto del Guairá, no norte deste país.
Mas, a formalização do empreendimento se deu somente com a assinatura do Tratado de Itaipu em 1973, no governo do presidente Emílio Médici, que estabeleceu os pontos para o financiamento da obra e a operação da empresa, num modelo de sociedade binacional, pertencente às duas nações em partes iguais. Pelo documento, cada um dos países tem direito a 50% da energia produzida. Caso uma das partes não use toda a cota, deve vender o excedente ao parceiro a preço de custo.
Detalhes curiosos
Embora tudo seja bipartite, a verdade é que a obra teve um custo total direto – sem incluir os encargos financeiros – de US$ 12 bilhões, dos quais o Paraguai arcou com apenas US$ 50 milhões, em grande parte financiados pelo Banco do Brasil. Um calculo atualizado feito pela própria Itaipu estima os custos em US$ 17,6 bilhões, incluindo encargos financeiros. Do total de energia produzida, o Paraguai utiliza apenas 5% e vende ao Brasil os restantes 45%.
Números de tirar o fôlego
Itaipu possui 20 unidades geradores, cada uma com capacidade para abastecer uma cidade com população de 1,5 milhão de habitantes. Dados oficiais indicam que entre 1975 e 1978, mais de 9 mil casas e um hospital foram construídos nas margens do rio Paraná para abrigar os trabalhadores que construíam a usina. Foz do Iguaçu, hoje um dos 20 municípios mais ricos no ranking de cidades do inteiro do Brasil, era uma cidade com apenas duas ruas asfaltadas e cerca de 20 mil habitantes. Em dez anos, a população aumentou para 101.447 pessoas. Hoje possui cerca de 300 mil habitantes, e PIB estimado em R$ 6,7 mil por habitante. A obra de Itaipu levou 10 anos para ser concluída e reuniu ali cerca de 40 mil trabalhadores vindos de diversos estados brasileiros, e do Paraguai. Numa análise politicamente incorreta, o colunista chega à conclusão que nos dias hoje, Itaipu jamais seria iniciada e, se iniciada, jamais concluída. A pressão do fundamentalismo ecológico, e dos xiitas que enlouquecem com a possibilidade de que a cópula das lagartixas seja perturbada, ignoraria a possibilidade de recriar ecossistemas e preservar a natureza da forma como a Itaipu Binacional faz hoje, dando exemplo ao mundo.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Hahaha!
A obra custou o dobro do orçamento, não produz nem a metade da potência projetada, gerada basicamente na época das cheias.
Na seca, quase nada, pois o projeto falho não prevê Lago para armazenamento das águas!
Credo!!!
Eu te entendo, estás em depressão por causa da ausência do seu amado JORNALISTA BRUNO… coitadinho, precisas de algo? Gardenal, talvez? 😃
Obra do governo “Comunista” do Brasil. Parabéns ao ESTADISTA LULA, por ser democrático, eleito pelo povo honesto desse país. Não adianta tentar dizer que os golpistas de 64 são melhores que os DEMOCRÁTICOS de hoje. Isso não “cola ” mais….nem aqui, nem na China. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte é uma usina hidrelétrica brasileira da bacia do Rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no norte do estado Pará. Sua potência instalada é de 11 233 megawatt, mas por operar com reservatório muito reduzido, produz efetivamente cerca de 4 500 MW, (39,5 TWh) em média, por ano, o que… Leia mais »
A saudade deve estar enorme…não tem mais como elogiar.
Será? Tem um colega nosso em depressão. Choro & ranger de dentes no Campus… nem operar o torno consegue mais… 😭
O amado jornalista Bruno teria sido demitido ou perdido o patrocínio????
Sobre a construção da usina de Belo Monte nos governos petistas:
https://www.correiobraziliense.com.br/…/palocci-detalha…
Obra construida pelos militares, sempre bom enfatizar.
Cópula de lagarixas é raciocínio de pessoas seguidoras do astrólogo Olavo de Carvalho como esse colunista!