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Brasil Por medida de segurança, os guarda-chuvas, animais e carrinhos de bebê serão proibidos durante a cerimônia de posse de Bolsonaro

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Evento está previsto para a tarde do dia 1º de janeiro. (Foto: EBC)

O público que comparecer à Esplanada dos Ministérios para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro não poderá transportar garrafas, guarda-chuvas, mochilas, animais, máscaras e carrinhos de bebês. A cerimônia de posse de Bolsonaro está prevista para as 15h do dia 1º de janeiro.

As restrições foram informadas nessa terça-feira pelo ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Sergio Etchegoyen. De acordo com ele, houve um reforço nas medidas de precaução. Desde a campanha eleitoral, quando foi atingido por uma facada, o presidente eleito vem sofrendo ameaças, identificadas pelos órgãos de inteligência do governo federal.

Sobre um possível desfile em carro aberto, por exemplo, ainda não há uma definição e, mesmo quando houver, não será divulgada, também por questão de proteção. “Se nós já tivéssemos a decisão, não iríamos informar”, ressaltou o militar. “Não vamos fazer da posse, que é um momento tão bonito, uma questão de carro aberto ou carro fechado, que uma uma coisa de menor importância.”

Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro-chefe do GSI acrescentou que a Esplanada dos Ministérios será interditada a partir da primeira hora do dia 30 de dezembro e só será liberada às 8h do dia 2 de janeiro. O acesso ao público será feito por um único acesso, a Rodoviária de Brasília, com a presença de quatro linhas com revistas pessoais e detectores de metal.

Em meio a todas essas medidas de segurança, o governo federal ainda não chegou a um número final sobre a capacidade máxima na Esplanada dos Ministérios. A estimativa aponta, no entanto, um total entre 250 mil e 500 mil pessoas.

“Eu gostaria de assegurar com muita firmeza que a área estará absolutamente segura para a festa da posse, sem que isso traga maiores constrangimentos ou dificuldades de acesso”, frisou. Ainda no quesito “questões de segurança”, ele não confirmou se haverá atiradores e nem o efetivo policial durante o evento. “Será o suficiente”, limitou-se a dizer.

Etchegoyen negou ainda que haverá bloqueadores de celulares. De acordo com o ministro, o aparato tecnológico vai barrar apenas frequências de controle de drones e de rádios clandestinas.

Autoridades

Presente na entrevista à imprensa, o ministro-chefe do cerimonial do Ministério de Relações Exteriores, Carlos França, informou que, até o momento, confirmaram presença nove chefes de Estado, dois vices-presidentes e dois altos dirigentes de organizações internacionais.

A recepção aos chefes de Estado será realizada no Palácio do Itamaraty, com capacidade para até 2,5 mil convidados. No Palácio do Planalto, onde acontecerá a passagem da faixa presidencial, o número máximo é de cerca de 2 mil.

“A ideia é que sejam convidados todos os senadores brasileiros e, por conta da limitação de espaço, os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados”, acrescentou o futuro ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, também presente na entrevista à imprensa.

Sobre a segurança do futuro governo, Etchegoyen informou que enviou uma sugestão ao Congresso Nacional para que a segurança de Flávio Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro e respectivamente eleitos para mandatos de senador e deputado federal pelo PSL, seja feita pelo Poder Legislativo. “Ainda não obtive resposta”, ressalvou.

tags: segurança

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