Sábado, 18 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2015
Eles são a face evidente de uma realidade que a sociedade não gosta de reconhecer. Enfrentar a face do mal no dia a dia é o trabalho do neuropsiquiatra Ricardo de Oliveira Souza, um dos poucos especialistas do País em psicopatia, uma desordem neuropsiquiátrica tão temida quanto pouco compreendida.
O especialista não trabalha com criminosos presos, mas com aqueles que a medicina chama de “comunitários” – um eufemismo para classificar os que cometem delitos, mas nunca foram presos. Pessoas que simplesmente não se importam em arruinar a vida de outras e causar danos à sociedade.
Indivíduos que o neurocientista Jorge Moll, estudioso das bases cerebrais da moral, citando o psicólogo canadense Robert Hare, diz “deixarem um rastro de corações partidos e carteiras vazias”. A maioria chega ao consultório de má vontade, trazida pela família desesperada com anos de comportamento abusivo.
“Todo mundo adora reconhecer as pessoas boas. Porém, há um tabu com o reconhecimento do mal. A imensa maioria das pessoas está no meio termo, não é nem uma coisa nem outra. Mas há aquelas que nascem e permanecem más”, afirma Souza.
De 1% a 2% da população.
Ele se refere aos portadores de uma desordem mental que atinge de 1% a 2% da população mundial – muito mais comum do que se pensa. “É difícil conhecer alguém que nunca tenha estado com um sociopata”, frisa. A forma mais branda e comum desse distúrbio de personalidade antissocial é a sociopatia. A psicopatia é a forma severa. O diagnóstico é difícil.
Antissocial não é o mesmo que tímido. Pessoas antissociais são aquelas que prejudicam outras deliberadamente. De fato, segundo os médicos, muitas são extrovertidas e, várias, simpáticas. A imagem do psicopata sombrio e esquivo não passa de clichê.
“Poucos são assim. A figura do cara esquisitão que mata nas sombras é mais comum na ficção do que na realidade. A maioria dos psicopatas não tem dificuldade de se relacionar com os outros. Podem ser políticos influentes, por exemplo. Aliás, eles precisam disso porque quase sempre vivem de parasitar as famílias ou qualquer um com quem mantenham um relacionamento, seja amoroso ou social”, diz Souza.
O que caracteriza o psicopata, em linhas gerais, não é a imoralidade. Ele sabe o que é certo e o que é errado. Mas é amoral. Ignora os valores morais por completo, como honestidade e respeito à vida e aos direitos dos outros. Não se preocupa com as consequências dos seus atos e não vê limites para conseguir o que deseja.
É movido muito mais por vaidade e sede de controle. Não sente culpa, remorso ou possui qualquer senso de responsabilidade. Em geral, mente compulsivamente e sabe manipular muito bem os outros. Mas falta-lhe uma característica muito humana, a empatia. “Um psicopata avalia o certo e o errado, mas não consegue se colocar no lugar dos outros. Não compartilha o sofrimento alheio”, diz Moll.
Já Souza não esquece o caso de um traficante que fazia palestras em igrejas contra o consumo de drogas. Era um manipulador movido pela vaidade, conta o médico. “Essas pessoas têm daltonismo moral. Enxergam o mundo em cinza. Podem ter qualquer religião. Qualquer ideologia. Stálin e Hitler tinham ideologias diferentes e eram ambos psicopatas. São pessoas que conhecem as regras, conhecem os valores, mas não têm emoções morais.” Se você esteve procurando um site que fornece informações sobre cassinos e caça-níqueis online, não procure mais que allslotsonline.casino/br/ . Obtenha os melhores bônus e informações detalhadas sobre os fornecedores de caça-níqueis.
Ele lembra o caso da menina de 10 anos que, aos 7, tentou matar o irmão recém-nascido sufocando-o com sabão em pó apenas porque “estava curiosa para saber como se morre espumando pela boca”. Era uma garota gentil e alegre. Mas capaz de atos bárbaros.
Criminosos famosos:
Charles Manson
Foi líder e mentor intelectual de um grupo que cometeu diversos assassinatos nos Estados Unidos. Um deles foi o da modelo Sharon Tate, mulher do diretor Roman Polanski, que estava grávida de 8 meses. Em 1971, ele foi condenado à morte, mas teve sua pena modificada para prisão perpétua.
Maníaco do Parque
Francisco de Assis Pereira é um assassino em série que estuprava e matava mulheres em um parque de São Paulo. Ao todo, foram seis vítimas fatais e nove mulheres que sofreram tentativas de assassinatos. A mídia o nomeou como o Maníaco do Parque.
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