Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de maio de 2017
Após uma explosão no número de casos de sarampo na Itália, Alemanha e Portugal, o tema dos movimentos antivacina voltaram à pauta. Esses grupos são contrários à prevenção por imunização por diversos motivos, que vão desde razões filosóficas ao embasamento incorreto de informações. Na Itália, por exemplo, das 1,6 mil pessoas que pegaram sarampo em 2017, 88% delas não tinham tomado nenhuma dose da vacina.
Para o médico Guido Levi, autor do livro “Recusa de Vacinas – Causas e Consequências” e primeiro secretário da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização), “algumas pessoas recusam vacinas por motivos filosóficos, por exemplo, antroposóficos, algumas por motivos de natureza médica, que têm opções médicas alternativas, por exemplo, usam a homeopatia”. Seguindo a mesma linha, José Cassio de Moraes, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ressalta que muitas pessoas não conhecem os “benefícios que a vacinação traz e seu reduzido risco de causar reações adversas”.
O médico ainda ressalta o risco que muitas pessoas correm por “lerem artigos ou publicações na internet, que não tem nenhuma base”, como ocorre com uma série de mitos ligados à vacinação contra a gripe no País.
Além do aumento de casos de doenças consideradas erradicadas ou sob muito controle, os riscos de não se vacinar atingem tanto o indivíduo como a sociedade no todo. “Existem dois tipos de riscos: o individual dela, da pessoa, de ser infectada e ficar com aquela doença que pode levar ao falecimento e tem o risco que ela reduz a proteção coletiva. Há pessoas que não podem receber vacinas, porque estão em tratamento contra o câncer, por exemplo. Mas, elas estão protegidas porque as pessoas em volta dela estão imunizadas”, explica Moraes.
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