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Brasil Porta-malas de carros que deixam a residência de Bolsonaro estão sendo revistados por determinação de Alexandre de Moraes

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Quando Bolsonaro foi preso, por volta das 6 horas deste sábado, 22, o presidente Lula fazia o primeiro discurso do dia na Cúpula do G20, em Johanesburgo, na África do Sul. (Foto: Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a adoção de novas medidas de monitoramento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. O magistrado determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal faça vistorias em veículos, incluindo o porta-malas, que deixam a casa do ex-chefe do Executivo, além do monitoramento presencial na área externa da residência.

A medida atende a um pedido da Polícia Federal (PF) para reforçar o policiamento nas imediações na casa de Bolsonaro, sob alegado risco de fuga.

Na sexta-feira (29), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a necessidade de colocar policiais na casa do ex-presidente, por não existir situação “crítica de segurança”. No entanto, apontou “risco concreto de fuga”.

Na decisão, Moraes destacou um ofício da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF, que relata dificuldades no monitoramento. “[A casa em que] o senhor Jair Messias Bolsonaro reside possui imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos”, diz o documento.

“Dessa maneira, a efetividade do monitoramento integral do réu Jair Messias Bolsonaro, determinado em decisão anterior, exige a adoção de novas medidas, que conciliem a privacidade dos demais residentes do local e a necessária garantia da lei penal, impedindo qualquer possibilidade de fuga”, pontua o ministro na decisão.

Ainda segundo a determinação de Moraes, as vistorias nos carros deverão ser documentadas, com indicação dos veículos, motoristas e passageiros. Além disso, haverá reforço no monitoramento da área externa da residência do ex-presidente que faz divisa com outros imóveis.

Julgamento

Nesta terça-feira (2), Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus do núcleo 1 da trama golpista, serão julgados pela Primeira Turma da Corte.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada após Alexandre de Moraes entender que o ex-presidente violou as medidas cautelares que proibiam postagens nas redes sociais de terceiros.

Na semana passada, em outra investigação, a PF descobriu que Bolsonaro tinha um documento de asilo político para ser apresentado ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, o documento estava salvo no aparelho desde 2024.

De acordo com a defesa, o documento era apenas um “rascunho”, e a solicitação de asilo não ocorreu. Os advogados negaram ainda a tentativa de fuga do país. Com informações dos portais Metrópoles e Agência Brasil.

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Anderson Cardoso da Silva
31 de agosto de 2025 01:49

Este homem foi condenado , bem antes de ser julgado…

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