Quarta-feira, 03 de Junho de 2020

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Clara Lapa Precisamos fazer o teste da Covid-19

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O baixo índice brasileiro de testagem, na faixa dos 4,3 mil por milhão de habitantes, também chama a atenção. (Foto: Reprodução)

Entrando no terceiro mês de quarentena, saturados de reportagens sobre a Covid-19, temo que ainda não tenhamos aprofundado um tópico desse assunto: as testagens.

Muito se fala sobre isolamento, sobre a crise econômica, sobre falta de estrutura, mas pouco se fala sobre as testagens.

Quando ouvi pela primeira vez a estratégia de “achatamento da curva”, achei interessante e fiquei esperançosa. Posteriormente, contudo, fiquei preocupada. Se a curva de contaminações não crescer verticalmente, ela tende a crescer horizontalmente. E o que isso significa?

Que vamos passar ainda mais tempo sob a ameaça da Covid-19 e os efeitos econômicos negativos da quarentena.

Sabemos a importância de não nos expormos (e principalmente de não expormos os grupos de risco) às chances de contrair o vírus, mas como saberemos qual é a hora de acabar com as restrições?

Seguindo o raciocínio de que uma pandemia só termina quando uma boa parte da população já está imunizada, só saberemos que é seguro abandonar as medidas de proteção quando testarmos boa parte da população.

Poucos sabem, mas existem dois tipos de teste no mercado. Resumindo os seus funcionamentos, temos o PCR, que nos indica se a pessoa está com o vírus naquele momento, e temos o teste imunológico, que revela se já estamos imunes ao vírus.

Tenho falado com inúmeras pessoas que acham que já se contaminaram, mas não confirmaram essa suposição. Muitas pessoas que voltaram de viagem no final das férias escolares e ficaram doentes já podem estar imunes e ainda não saber.

Em Porto Alegre, vários laboratórios já estão coletando ambos os testes e dando o resultado em poucos dias. A maior parte dos infectados com o coronavírus não apresentará sintomas.

Se você acha que já foi contaminado, converse com o seu médico. Se possível, faça o teste e, caso indique que você já tenha imunidade, certifique-se de que o resultado seja reportado corretamente para que apareça nas estatísticas.

Termos dados corretos do número de casos nos permite entender em que momento estamos da quarentena e traçar estratégias mais seguras.

Estamos passando por tempos sombrios, mas, com conhecimento e cidadania, vamos iluminando essa escuridão e superaremos mais este desafio.

 

Clara Lapa – médica, empresária e associada do IEE.

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