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Economia Preços da gasolina e do diesel sobem e batem recorde nos postos

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O preço médio do litro da gasolina passaria de R$ 7,39 reais para R$ 5,84. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O diesel subiu pela terceira semana seguida nos postos, diz a pesquisa de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na bomba, a gasolina também voltou a crescer para os consumidores após recuo na última semana.

Segundo a ANP, o preço médio do diesel passou de R$ 6,906 para R$ 7,568. É o maior preço médio já verificado na pesquisa do órgão regulador. É uma alta de 9,58% nessa semana. O preço máximo, segundo a ANP, chega a R$ 8,950.

O mesmo patamar recorde foi verificado na gasolina, que avançou de R$ 7,23 para R$ 7,390, um aumento de 2,18%. Já o preço máximo verificado no país chega a R$ 8,890 por litro.

Assim, o preço do diesel superou o da gasolina, apontou a pesquisa.

O avanço dos preços nos postos reflete o aumento anunciado pela Petrobras há uma semana. Desde o último sábado (18), a gasolina subiu nas refinarias de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro, um aumento de 5,18%. Com o diesel, o preço por litro aumentou de R$ 4,91 para R$ 5,61, o que equivale a um reajuste 14,25%.

Mas, apesar do reajuste feito pela Petrobras, os preços dos combustíveis seguem defasados no Brasil, segundo a Abicom, que reúne os importadores. A diferença é de 8% (R$ 0,34 por litro) no caso da gasolina e de 10% no diesel (de R$ 0,61 por litro).

Petrobras

Preocupado com a alta dos combustíveis em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro tem pressionado a Petrobras a não repassar a alta internacional dos preços do petróleo para as bombas.

Nesta semana, José Mauro Coelho pediu demissão da presidência da estatal em meio a crescentes pressões do governo. O substituto de Mauro Coelho deve ser Caio Paes de Andrade.

Desde 2016, a estatal passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. Neste ano, porém, a Petrobras passou a represar os reajustes, evitando repassar automaticamente as variações do mercado internacional e do câmbio.

O diesel não era reajustado nas refinarias da Petrobras desde 10 de maio. Já a última alta no preço da gasolina havia sido em 11 de março. Foi o maior intervalo sem reajustes na gasolina em ao menos mais de 2 anos e meio.

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