Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de setembro de 2026
Após a decisão que levou à perda do mandato, junto com seu vice Valdir Cenci (PP), o prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto da Silva (Republicanos) espera reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral antes da nova eleição marcada para 25 de outubro. O TRE, em 13 de agosto acolheu a denúncia do Ministério Público Eleitoral, apontando evidências da prática de abuso de poder econômico e de captação e gastos ilícitos de recursos de campanha. A decisão foi fundamentada na utilização da conta bancária pessoal do contador para movimentar recursos não contabilizados, o chamado “caixa dois”, com mais de 170 transferências via PIX concentradas na semana anterior e no dia posterior à eleição.
Luciano Pinto, ex-presidente da Famurs, e eleito em 2024 pela terceira vez para a prefeitura de Arroio do Sal, conversou com o jornalista Flavio Pereira. Ele rebate os fatos trazidos pela acusação: “primeiro em razão de que a denúncia na inicial quanto ao “abuso de poder econômico” se trata de uma tenda que foi colocada por alguém da campanha na entrada do salão da igreja no lançamento das campanhas da majoritária e dos vereadores, cujo valor era mil reais, e que se eu soubesse, teria mandado pagar e prestado contas, pois o valor era insignificante, mas só fui saber depois da campanha que o contador pagou do dinheiro dele, e o do dono dessa empresa entregou a nota para meu adversário”.
– Tanto assim, que o juiz eleitoral de primeiro grau entendeu como improcedentes as denúncias, pois não comprovou compra de votos e nem abuso de poder econômico. No TRE o relator também entendeu que não se comprovou compra de votos, mas de forma estranha entendeu que os movimentos na conta pessoal do contador nas duas semanas que antecederam as eleições deveriam ter sido “prestado conta” e assim somou tudo e disse que era caixa dois, ou seja, não foi disso que me defendi e nem foi essa a denúncia, houve cerceamento de defesa” afirma Luciano.
Luciano vê “armação“ e “coisa de bandido”
Luciano Pinto aponta um outro detalhe: “o contador fez o mesmo trabalho em seis municípios e de 59 candidatos, e os contratos de trabalho dele estão nos autos do processo. Não houve individualização daquilo que estava na conta dele, o relator apenas somou tudo que chegou perto de quarenta mil, inclusive gastos pessoais dele contador e disse que eu deveria ter prestado conta disso. Um Absurdo!”.
Ele também aponta uma possível nulidade pelo fato da parte autora não ter incluído o vice na denúncia, “o que teria sido corrigido internamente mais tarde por um funcionário do cartório”.
Luciano Pinto diz que respeita a decisão do TRE “mas não significa que eu concorde com ela, e, em razão disso estamos recorrendo”.
Destacou ainda, que na fase de instrução do processo, “consta nos autos um áudio do companheiro das testemunhas e padrasto de duas, e todos da mesma família, em que ele diz que elas “já haviam recebido trezentos reais cada uma e receberiam cinco mil quando o Luciano cair”, ou seja, coisa de bandido. Uma armação escancarada! Não tem como não recorrer”, afirma Luciano Pinto.
Justiça Eleitoral confirma que inelegibilidade de Divaldo Lara termina três dias após a eleição
O ex-prefeito de Bagé, Divaldo anuncia que vai recorrer ao TSE para manter sua candidatura a deputado federal. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul confirmou que o prazo de oito anos de inelegibilidade do ex-prefeito de Bagé Divaldo Lara (Republicanos) a deputado federal começou em 7 de outubro de 2018 e só termina em 7 de outubro de 2026, três dias após o primeiro turno. Assim, indeferiu, por 5 votos a 2, o registro de Divaldo Lara (Republicanos) a deputado federal. O motivo é uma condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2018.
A condenação está relacionada à campanha de seu irmão, Luis Augusto Lara, então candidato à reeleição para deputado estadual. Segundo as decisões da Justiça Eleitoral trazidas no processo, Divaldo utilizou a estrutura da Prefeitura de Bagé em benefício da campanha, incluindo servidores e veículos públicos.
Abandonado pelas prefeituras, Hospital Navegantes de Torres acumula déficit e MP pede intervenção
Os constantes déficits causados pelo abandono das prefeituras da Associação dos Municípios do Litoral Norte, que deixaram de repassar recursos ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres levaram o Ministério Público do Rio Grande do Sul a ajuizar uma ação judicial para solicitar que o Governo do Estado intervenha na gestão do estabelecimento. A medida decorre da grave crise financeira e dos problemas recorrentes na prestação de serviços enfrentados pela instituição. Apenas a maternidade e a UTI acumulam um déficit operacional superior a R$ 5,2 milhões (Maternidade: aproximadamente R$ 2,69 milhões. Na UTI, aproximadamente R$ 2,59 milhões). Além da intervenção do Estado e da realização de uma auditoria administrativa e financeira, o Ministério Público pede na ação, que a propriedade do hospital seja revertida ao Município de Torres, com a anulação dos atos cartorários que resultaram na transferência do estabelecimento de saúde para a Associação Educadora São Carlos (AESC), antiga mantenedora do hospital, antes da gestão pelo IB Saúde.
Hospital de Clínicas destaque em saúde na América Latina
Em um momento de crise de diversos setores públicos, em razão do aparelhamento político, uma boa notícia para o Rio Grande do Sul. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, como a melhor instituição pública de saúde da América Latina. O resultado faz parte de um levantamento internacional que avaliou 105 instituições de saúde distribuídas por dez países da região. Além da liderança entre os hospitais públicos, a instituição gaúcha também se destacou no indicador de produção de conhecimento, alcançando a segunda colocação na América Latina nesse quesito. O ranking mede aspectos como qualidade no atendimento, eficiência na gestão, infraestrutura e capacidade de pesquisa científica.
Lula é isso aí
Em editorial sob o título “Lula é isso aí”, o jornal O Estado de São Paulo deste domingo (13) opina:
“Os petistas se convenceram de que a crise no STF prejudica o presidente. Mas o problema de Lula não é Moraes, e sim que sua candidatura representa cada vez mais o Brasil que não queremos”.
Por Flavio Pereira.
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