Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2022
Segundo o prefeito, municípios não conseguem mais garantir o serviço sozinhos
Foto: Cesar Lopes/PMPAO prefeito Sebastião Melo reforçou nesta quarta-feira (10), que o Brasil precisa criar um “SUS do transporte coletivo” com urgência para solucionar a crise no setor. Durante painel no seminário nacional de transporte urbano, organizado pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) em São Paulo, Melo defendeu a necessidade de se construir uma política pública verdadeira com a criação do marco regulatório.
“Sozinhos, os municípios não dão mais conta de garantir a subsistência do serviço. E, se o serviço não melhora, os prejuízos são enormes ao trabalhador e ao dia a dia da cidade”, enfatizou o prefeito.
O gestor da capital gaúcha e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, compartilharam suas visões sobre o cenário do transporte público nas respectivas capitais dentro do contexto nacional. Segundo eles, a solução para a questão não é de responsabilidade apenas das cidades.
“Hoje, só os municípios estão com o tema no colo. É necessário operar de forma integrada entre os Poderes. O governo federal e os estaduais têm que entrar neste processo”, afirmou o prefeito de Porto Alegre.
Melo é um dos defensores do aporte de recursos federais e estaduais para ajudar a subsidiar o sistema de ônibus e qualificar o serviço, principal bandeira da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), da qual ele é vice-presidente de Mobilidade.
“Se o governo federal pagar para a isenção dos idosos, por exemplo, devemos ter R$ 70 milhões por ano na nossa cidade. Temos de discutir fontes de recursos para o sistema sem demagogia e para unificar esse cardápio”, finalizou Melo.
Histórico
Desde o ano passado, os gestores municipais se mobilizam para cobrar mais recursos para o transporte público. A atuação culminou com a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 15/22) que destina R$ 2,5 bilhões, até 31 de dezembro de 2022, para custear a isenção dos idosos acima de 65 anos no transporte coletivo. A proposta, já promulgada pelo Congresso (Emenda Constitucional 123), deve aplicar mais de R$ 36,1 milhões no sistema da Capital gaúcha, conforme estimativas da FNP.
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Assim fica fácil, subsídios virou remédio para todos os males da nação! Um bela maneira de mascarar o não aumento dos impostos, pois a sociedade está pagando essa conta.
Melo tá de brinacadeira…
Em tudo que é horário, só vejo ónibus lotados. São de isentos ?
Gosto da atuação deste prefeito. Mas está pisando na bola agora. Querer tirar dinheiro dos meus impostos no tesopuro nacional para pagar os isentos no transporte coletivo é puro assistencialismo! Choradeira dos empresários do transporte coletivo que estão ricos! Então, prefeito, pede dinheiro do governo federal pra construir um metrô em Porto Alegre, mas não para pagar passagem dos idosos!