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Porto Alegre Prefeitura lança projeto para fomentar cadeia da moda em Porto Alegre

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Primeira-dama apresentou o Moda Alegre

Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Revelar talentos da cadeia da moda porto-alegrense, desde a confecção feita nos morros, bairros e periferia, até a comercialização em grandes lojas do setor do vestuário e transformar Porto Alegre em uma Capital da Moda.

Este é o objetivo do programa Moda Alegre, lançado nesta quarta-feira (04), pela prefeitura. A iniciativa é do Gabinete da Primeira-Dama. Tainá Vidal falou de toda a cadeia envolvida no projeto. “Queremos desafiar a todos em prol da cidade, para que, através da moda, possamos criar oportunidades, gerar empregos e ajudar a desenvolver o potencial econômico de Porto Alegre neste seguimento”, destacou.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior lembrou que também é papel do Município “unir as pontas” deste sistema. “A moda é um caminho de realização pessoal e desenvolvimento para a cidade, gerando autoestima e realização financeira. O tamanho que ele vai chegar depende do engajamento das entidades, indústrias, instituições profissionalizantes, como o Sistema S e o comércio”, frisou.

Porto Alegre tem hoje 426 indústrias de vestuário que empregam mais de 1,7 mil pessoas. O faturamento da cadeia têxtil e de confecção no Brasil movimenta US$ 51,58 bilhões por ano. Emprega cerca de 1,5 milhão de pessoas, sendo 75% de mão de obra feminina. O Moda Alegre pretende beneficiar mulheres de baixa renda, grupo formado por costureiras, bordadeiras, fuxiqueiras, e outras que não dispõem de qualificação e tratamento adequados, o que tem impedido o crescimento do negócio.

O consultor internacional do Pacto Alegre, Josep Piqué, disse que o projeto Moda Alegre expressa “o espírito do Pacto Alegre que propõe traçar um futuro diferente para a cidade a partir dos ativos que já existem nela”. Dessa forma, Piqué acredita que “serão criadas oportunidades para pessoas que vivem em bairros com complexidades possam transformar as suas vidas”.

O projeto visa a inserção de comunidades em situação de vulnerabilidade social na cadeia produtiva da moda, proporcionando oportunidades de ocupação e renda para as comunidades, através da integração, capacitação e profissionalização da mão de obra da micro e pequena produção local.

Com isso, desenvolver o empreendedorismo nas comunidades, incentivar a economia criativa, descobrir e desenvolver talentos nas comunidades, formar e encaminhar novos profissionais para o mercado de moda da indústria e varejo, desenvolver coleções conceituais, com alto valor agregado e criar um cluster de entidades e empresas ligadas ao Moda Alegre pelo apelo social.

Entre as ações propostas, está buscar apoio de entidades industriais e comerciais para incrementar o segmento da moda e gerar emprego e renda às mulheres das comunidades porto-alegrenses; formação da Escola Moda Alegre; criação da Semana Moda Alegre de Porto Alegre; portal; catálogo eletrônico e físico; casting de Talentos; galeria de Destaques do Ano; Feira Moda Alegre Natal e Private Collection Moda Alegre (camisetas, bonés, canetas, etc).

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