Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2026
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema comunicou a dirigentes do Partido Novo, nessa terça-feira (29), que manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto, mesmo correndo o risco de registrar um resultado pífio nas urnas.
Nos últimos dias, Zema foi pressionado por políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e até dentro da própria legenda para desistir da disputa e preservar seu capital político. Entretanto, segundo informações da Coluna do Estadão, outro grupo de integrantes do Novo convenceu Zema de que o prejuízo maior à sua imagem seria desistir agora para apoiar Flávio Bolsonaro (PL).
A cada dia surgem novos questionamentos e revelações sobre a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro. Logo, argumentam, que uma coisa é ele dar apoio a ele no segundo turno, para trabalhar contra a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a outra seria e abrir mão da corrida ao Planalto para fortalecer o filho “01” de Jair Bolsonaro.
Embora integrantes de outros partidos, como Tarcísio e Nikolas, trabalhassem pela desistência de Zema para fortalecer Flávio Bolsonaro, dentro do partido Novo o motivo que mais pesava era evitar uma derrota dupla para Zema: em Minas Gerais – onde seu sucessor e candidato, Mateus Simões (Novo), não performa bem nas pesquisas – e no cenário nacional.
As pesquisas eleitorais indicam a estagnação da candidatura de Zema. O ex-governador nunca conseguiu decolar entre os eleitores na disputa presidencial. Em levantamentos recentes, ele registrou menos de 1% das intenções de voto. Nas últimas semanas, o avanço da tese do voto útil em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro reduziu ainda mais o espaço do postulante do Novo.
Dentro da legenda, uma ala avaliava que a permanência em um projeto sem tração seria prejudicial para o prestígio e o patrimônio político de Zema, que mantém potencial para trabalhar as bandeiras do Novo e arregimentar novos quadros para o partido nos próximos anos.
O ex-governador contabiliza em seu histórico eleitoral duas vitórias ao governo de Minas Gerais, em 2018 (no segundo turno) e em 2022 – esta última alcançada no primeiro turno, com 56,18% dos votos válidos. Além disso, chegou a registrar aprovação popular superior a 63% no Estado durante a sua gestão. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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