Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2015
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na terça-feira, que não se considera “incendiário” e nem acredita que o País precise de um “bombeiro”. A declaração foi feita no Salão Verde após declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que temas como o possível impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a apreciação de contas dos governos anteriores e do atual não são prioridades e que colocá-las em pauta é “pôr fogo no País”.
Há alguns dias, deputados federais aprovaram as contas dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Apenas no caso de Itamar, a aprovação seguiu para promulgação, pois já foram apreciadas pelos senadores. Nos outros casos, as contas ainda precisam passar por votação no Senado. “Eu estou absolutamente tranquilo. Isto é uma prática da Casa que havia sido esquecida. As contas de 2014 irão começar pelo Senado e será decisão dele [Calheiros] votar ou não”.
Calheiros reuniu-se, na segunda-feira, com ministros da área econômica quando ficou acertada a apreciação de propostas e reformas necessárias para retomada do crescimento da economia no País. Já Cunha destacou que o Congresso é bicameral, composto pelas duas Casas. Com isso, a maior parte das decisões legislativas dependem da aprovação dos deputados federais e senadores. Cunha citou, como exemplo de posicionamento diverso dos parlamentares, o projeto de repatriação de recursos que estão no exterior. De acordo com o deputado, se o projeto “não for do Executivo” não será apreciado pela Câmara. (AG)
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