Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de novembro de 2016
A promotoria da Coreia do Sul disse neste domingo (13) que interrogará a presidente Park Geun-Hye como parte do processo que apura se uma amiga dela praticou tráfico de influência.
No sábado (12), centenas de milhares de pessoas protestaram na capital, Seul, pedindo a renúncia de Park. Será a primeira vez que um presidente em exercício da Coreia do Sul é interrogado pelos procuradores.
A procuradoria também disse que o presidente da montadora Hyundai foi questionado no sábado se Park ou outra pessoa envolvida no caso fez pressão para que executivos doassem dinheiro para fundações envolvidas no escândalo.
A pivô do escândalo que ameaça o governo é Choi Soon-sil investigada por tráfico de influência e corrupção devido a suspeitas de que usou sua conexão de décadas com a presidente para extorquir os principais conglomerados econômicos do país.
Segundo investigações divulgadas pela imprensa local, Choi relia e corrigia os discursos da presidente e até mesmo a aconselhava nas nomeações de integrantes de alto escalão.
Choi é filha de uma misteriosa figura religiosa, Choi-Tae-min, chefe autoproclamado da Igreja da Vida Eterna. Ele havia se convertido em mentor de Park Geun-hye depois do assassinato de sua mãe, em 1974.
Além disso, ela teria tido acesso a documentos confidenciais, o que abala a imagem da presidente, em franca queda, apesar de ter se desculpado publicamente na semana passada.
A presidente Park só admitiu ter pedido conselhos a Choi a respeito de alguns discursos. Atualmente, apenas 9,2% dos sul-coreanos aprovam sua gestão. (Folhapress)
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