Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Presidente da CPI da Covid pede ao Supremo que rejeite a ação de governadores contra convocações para depor na comissão

Compartilhe esta notícia:

Para Aziz, uma eventual suspensão dos depoimentos vai "paralisar e inviabilizar o cumprimento de parte do objeto da CPI". (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeite a ação de governadores contra as convocações aprovadas pela comissão.

As convocações de nove governadores foram aprovadas em 26 de maio pela CPI. Dois dias depois, em 28 de maio, cerca de 20 governadores acionaram o STF contra as convocações.

A relatora do caso no STF, ministra Rosa Weber, então, determinou à CPI que prestasse informações.

Representado por advogados do Senado, Omar Aziz pediu na resposta que o STF rejeite a ação dos governadores.

Afirmou que a eventual suspensão dos depoimentos vai “paralisar e inviabilizar o cumprimento de parte do objeto da CPI”, isto é, a apuração de eventuais irregularidades na aplicação de recursos federais no combate à pandemia.

Omar Aziz disse ainda que a ida dos governadores não significa “violação ao pacto federativo e ao princípio da separação de poderes”, uma vez que a investigação não tem relação com competências exclusivas dos Estados.

“Não são objeto de investigação pela Comissão Parlamentar de Inquérito os assuntos relacionados às administrações estaduais, de forma ampla e indeterminada, mas tão somente possíveis ilícitos relacionados à aplicação de recursos federais repassados pela União a Estados, Distrito Federal e municípios”, afirmou.

“A convocação está integralmente de acordo com a forma republicana de governo e com os princípios do federalismo cooperativo e da harmonia e separação de poderes”, acrescentou.

Ainda no documento, ressaltou que os governadores foram convocados como testemunhas, não como investigados, para que possam colaborar “com elucidação dos fatos e com o aperfeiçoamento da legislação em situações de calamidade pública decorrente de pandemia”.

Ação

O pedido enviado ao Supremo foi assinado pelos governadores do Distrito Federal e de 17 Estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Três dias depois, o governo do Acre informou ao Supremo que também iria aderir ao pedido (a relatora acolheu o pleito do Estado).

Além de tornar sem efeito a convocação de governadores, o grupo também quer que o Supremo fixe entendimento no sentido de que:

“não se pode convocar chefes do Poder Executivo para depor em CPIs; ou
se estabeleça a tese de que é proibido convocar de governadores para depor a CPIs instauradas no Congresso Nacional para apurar fatos relacionados a gestões locais.”

Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), os governadores estão dispostos a comparecer à CPI como convidados, para colaborar.

No documento, o grupo argumentou que permitir a convocação de governadores a CPIs no Congresso significa autorizar uma nova hipótese de “intervenção federal”.

“Uma vez permitida a convocação de governadores em CPIs no âmbito do Congresso Nacional, estar-se-ia autorizando uma nova hipótese de intervenção federal no âmbito das gestões administrativas estaduais. Como não há qualquer dispositivo constitucional que autorize a intervenção federal por meio do Poder Legislativo, tal hipótese deve ser rechaçada”, afirmam.

Argumentaram, ainda, que a convocação de chefes de Poder Executivo por CPIs fere o princípio da separação dos Poderes, lembrando que o Regimento do Senado impede a criação de CPIs para investigar questões relativas aos Estados.

Convocações

Saiba as convocações de governadores aprovadas pela CPI até a última quarta-feira (2): Wilson Lima, do Amazonas; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Waldez Góes, do Amapá; Helder Barbalho, do Pará; Marcos Rocha, de Rondônia; Antônio Denarium, de Roraima; Carlos Moisés, de Santa Catarina; Mauro Carlesse, de Tocantins; Wellington Dias, do Piauí.

Também foram chamados a vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, e o ex-governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, que sofreu impeachment neste ano.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Tecladista Flc
4 de junho de 2021 01:29

Se o STF tiver vergonha na cara , tem que acabar com esta CPI comandada por LADRÕES E CORRUPTOS, e colocalos na cadeia, se não quiser ser fechado e desmoralizado, pois Aziz e Renan dois vagabundos , não querem proteger os governadores que roubaram dinheiro da saúde, isso pode ser a gota d’agua, o Brasil esta assistindo esta palhaçada direcionada pela esquerda para atingir o Presidente, e inocentar os verdadeiros Genocidas

Ministro Ricardo Salles diz à Procuradoria-Geral da República que se reuniu três vezes com madeireiros e parlamentares
Exército decide não punir o general Pazuello por participação em ato com Bolsonaro
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x