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Política Presidente da CPMI do INSS explica o que há de concreto contra Lulinha

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Um dos pontos mais polêmicos da CPMI do INSS, que retomou os trabalhos na última semana, foi a tentativa de convocar o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor. Fábio Luis da Silva, o “Lulinha”, é citado em trechos da investigação, mas ele próprio não é um dos alvos da Polícia Federal. O requerimento para levá-lo a CPMI foi rejeitado por 19 a 12 em uma votação que aconteceu no dia 4 de dezembro.

“O que sabemos é que Careca (Antônio Camilo Antunes) teria contratado a influência de Lulinha para ampliar contratos no governo, como tentar fornecer canabidiol ao Ministério da Saúde. O dinheiro que o Careca investia em seus negócios é roubado do INSS”, disse o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em entrevista para as Páginas Amarelas da edição nº 2981 da revista Veja.

Na última quinta-feira (5), o presidente Lula concedeu uma entrevista ao UOL na qual disse que conversou com o filho sobre a suspeita de ligação dele com o esquema de fraudes bilionárias no INSS. “Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui, E eu falo isso com todo mundo. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”, disse o petista.

Apesar da CPMI já ter negado a convocação do filho do presidente, Viana afirma que vai insistir no ato e que ainda há pontos em aberto para serem esclarecidos.

“O uso dessa influência do Lulinha estava relacionado apenas à área da saúde ou também ocorria no INSS? Essa é uma resposta que não temos e seria muito importante que Lulinha viesse à CPMI. O presidente da República disse que quem tiver que depor vai depor. Então vou colocar a convocação novamente em votação”, afirma o senador.

Para Viana, a ida de Lulinha à CPMI pode ajudar a esclarecer as investigações: “eu não posso dizer, ninguém da comissão pode, se Lulinha é culpado ou inocente. O nome dele aparece diversas vezes no depoimento de uma testemunha à PF. Seria muito bom que ele comparecesse à CPMI para nos dizer qual é a relação dele com o empresário Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS”. As informações são da revista Veja.

 

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