Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de novembro de 2026
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido em sua residência, em Assunção, após ser destituído pelo Senado nessa sexta-feira (6). A medida ocorre em meio às investigações sobre a crise financeira do Ueno Bank, que levou o Ministério Público a pedir sua prisão preventiva. Pedro Alliana, até então vice-presidente, tomou posse como novo chefe do Executivo.
As informações são do jornal paraguaio ABC Color. Agentes da Polícia Nacional cumpriram a determinação do Ministério Público e prenderam Peña logo após a aprovação de seu impeachment pelo Senado. Ele está sob custódia em sua residência.
O Ministério Público do Paraguai pediu nessa sexta a prisão de Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, no âmbito de uma investigação por lesão de confiança e outros delitos.
O pedido foi encaminhado ao Juízo de Garantias por quatro procuradores das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos. No documento, os investigadores solicitam o cumprimento de uma ordem de prisão emitida nessa sexta-feira contra os dois ex-dirigentes.
Segundo o ABC Color, os procuradores pediram que Peña permaneça detido em sua residência até ser colocado à disposição do Ministério Público. Já Carvallo deverá ficar sob custódia nas instalações determinadas pelo Comando.
O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, o impeachment de Peña em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Com a destituição de Peña, o vice dele, Pedro Alliana, assumiu o cargo.
O Congresso elegeu Antonio Barrios como novo vice-presidente da República. Barrios renunciou ao mandato de senador para assumir o cargo, e sua vaga foi ocupada por Guadalupe Aveiro.
A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.
Em comunicado divulgado minutos antes da votação, Peña já admitia a derrota. “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, alegou.
A votação terminou com 44 senadores favoráveis à sua saída. Peña foi considerado responsável por mau desempenho de suas funções, uma das hipóteses previstas na Constituição paraguaia para a destituição de um presidente. A decisão teve apoio de todas as bancadas e alcançou o número de votos necessário para afastá-lo imediatamente do cargo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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