Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de dezembro de 2015
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), defende que, caso se decida pelo funcionamento da comissão especial para analisar pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff durante o recesso, o colegiado que comanda também funcione neste período. Araújo afirmou que não há sentido funcionar um e não o outro.
A reunião do conselho que votará a admissibilidade do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, está marcada para terça-feira. Araújo tenta que Cunha ceda um plenário maior para ocorrer a sessão. O presidente do conselho está preocupado com o ambiente tenso criado após a aceitação do pedido do impeachment e pediu reforço na segurança.
Na quarta-feira, a votação sobre a abertura do processo no Conselho de Ética foi adiada mais uma vez e remarcada para terça-feira, em razão da votação da meta fiscal de 2015. No mesmo dia, os três deputados do PT que integram o conselho informaram que votarão a favor da continuidade das investigações contra o presidente da Câmara. À noite, Cunha anunciou que abriria o processo de impeachment contra a presidenta Dilma.
O pedido, feito pelos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Flávio Costa, foi protocolado por líderes da oposição em outubro. O documento baseia-se nas pedaladas fiscais, que, segundo o Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), se repetiram em 2015. (AG)
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